Benfica-Beira Mar, 3-1 (crónica)

Triunfo tranquilo dos encarnados que nem tiveram de se gastar muito para bater os aveirenses

Por Luís Pedro Ferreira       16 de Março de 2012 às 23:11
Benfica vs Beira Mar (António Cotrim/Lusa)
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No dia em que conheceu o adversário europeu, o Benfica resolveu um problema interno. Bom, chamar-lhe problema poderá ser mesmo uma hipérbole, porque este Beira Mar que chegou à Luz apresentou-se com tantos equívocos iniciais que a dificuldade do Benfica em vencer foi a mesma que qualquer pessoa tem em descascar uma banana. O mérito encarnado foi não complicar.

Jorge Jesus lançou Witsel outra vez na lateral-direita. O treinador queria um lateral ofensivo, para contrastar com Emerson, e, apesar da adaptação, até foi por ali que os encarnados começaram a vencer o jogo. Primeiro porque era expectável que os aveirenses explorassem a pouca rotina do belga no lugar, coisa que não fizeram. Depois, porque Witsel serviu Cardozo para o 1-0.

Os destaques do Benfica-Beira Mar

Até aí, poucas notas no registo. Nélson Oliveira estreava-se a titular na liga e rematou para defesa apertada de Rui Rego. A seguir, Gaitán cabeceou ao lado e logo depois de o mais jovem internacional português ter duas jogadas que resolveu mal veio o 1-0. Tudo simples entre Aimar e Witsel, que delinearam a jogada com uma calma inquietante para...o Beira Mar. Cardozo desmarcou-se bem e só teve de igualar Lima na lista dos melhores marcadores.

Onde andava o Beira Mar neste jogo? Entre a área de Rui Rego e a linha de meio-campo. Ulisses Morais fez dos aveirenses uma equipa sem ponta de lança de raiz. Artur jogava lá, e Zhang era médio. Nildo e Cássio suplentes. Se era para confundir o Benfica, não resultou. Longe disso. Assim, no mesmo ritmo em que fez o 1-0, os encarnados resolveram os três pontos com o segundo, em cima do intervalo, por Gaitán.

Chegar ao clássico com depósito cheio

Ora bem, se o ponto na liga andava ao preço da gasolina, o Benfica foi atestar a uma «low cost». Tão depressa começou a segunda parte, tão rápido Cardozo bisou. Um passe maravilhoso de Nélson Oliveira, de calcanhar, e o Tacuara a isolar-se como goleador dos goleadores, depois de passar por Rego e encostar para o fundo das redes.

Enquanto os encarnados tinham tudo feito e voltavam a ficar a um ponto do FC Porto, os aveirenses resolviam, por fim, lançar uma referência para a área e dar alguma imaginação ao meio-campo. É bom lembrar, nesta altura, havia 3-0 para os da casa. Apesar de ter subido um pouco no terreno, zero de ocasiões para o visitante.

O Benfica começou a pensar no clássico de terça-feira, para a Taça da Liga, Jesus tirou Bruno César, tirou Pablo Aimar. Era altura de aplausos, mas não só. Nolito queria provar qualquer coisa e Cardozo queria aumentar distância na lista dos goleadores.

Só que, como se disse, o clássico com os dragões é já terça-feira. E em vez de carregar no acelerador, o Benfica preferiu lá chegar com o depósito cheio. Custou-lhe um golo de Cássio, nos descontos, quando já não havia nada, mas mesmo nada a resolver nesta noite, na Luz.

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