«Sinto-me satisfeito [por ser titular], porque se há coisa pela qual a minha vida desportiva se pauta é trabalho e olhar para o nós e não o eu. Não me revejo em muitas das críticas que me foram feitas, mas foram elas que me deram força para estar ao melhor nível», defendeu Abel.

Neste sentido, e com «modéstia à parte», considerou ainda ser uma opção válida para o lado direito da Selecção Nacional, afectada pela lesão de Bosingwa, que não vai poder estar no Mundial. «Tendo em conta que não há muito tempo fui chamado, sonho [com nova chamada] e é um legítimo sonho. E, modéstia à parte, se for chamado tenho valor suficiente e estarei preparado», garantiu.

Voltando às preocupações do presente, Abel disse que os oitavos-de-final não são «o tudo ou nada, simplesmente dois jogos e uma eliminatória» que o Sporting quer passar. «O favoritismo é de 50 por cento para cada lado. Pese embora o esforço e dedicação sempre ter existido e as coisas não sempre terem saído bem, não há bem que sempre dure nem mal que perdure. Estamos a atravessar uma boa fase.»

E o defesa não tem dúvida das dificuldades que vai encontrar. «O Atlético tem uma equipa recheada de bons jogadores na parte ofensiva, mas o treinador já nos avisou e temos as indicações necessárias para estar ao melhor nível e fazer o nosso trabalho», observou.

Sobre o eventual confronto directo com Simão, perspectiva-o da melhor forma. «Penso que poderá ser um bom duelo, na perspectiva de que eu o conheço muito bem e ele também me conhece muito bem», perspectivou.