Júlio César

Tem nome de imperador e fez por isso na noite coimbrã. O Belenenses já teve, ainda há pouco tempo, outro guarda-redes com nome de personagem histórica, Marco Aurélio, cuja sucessão entre os postes azuis parece estar mais do que assegurada. Júlio César deixou os avançados (e não só) da equipa da casa com os nervos em fanicos tal o número de vezes que lhes negou o golo. Com os pés, as mãos, pelo chão ou pelo ar, o brasileiro só não brilhou totalmente porque Nuno Piloto tinha a fórmula para o derrubar.

Nuno Piloto

Fica bem ao capitão selar os três pontos que, muito provavelmente, chegarão para obter a manutenção. Pelo que jogou e fez jogar, este foi ainda o corolário de uma excelente época e um prémio às suas qualidades profissionais num momento complicado já que, depois de ter sido praticamente criado na Briosa, vive um braço de ferro com o clube para a renovação de contrato, em tudo semelhante ao que aconteceu com Zé Castro e culminou com a saída do jovem central para Espanha.

Carlos Saleiro

Noite ingrata para o ponta-de-lança dos estudantes, que se movimentou muito bem na frente de ataque, teve várias oportunidades para atirar a contar, mas esbarrou na agilidade de Júlio César ou falhou o alvo por muito pouco na ânsia de conseguir ludibriar o brasileiro.

Fredy

Aos 68 minutos, teve uma arrancada que mostrou todo o seu atrevimento tendo em conta que ainda tem idade de júnior e estava, pela primeira vez, a jogar na Liga principal. Deixou bons apontamentos e até obrigou Peskovic a aplicar-se já em período de descontos. Pode ter sido o início de uma prometedora carreira.