«Porque haveria de ficar com o nó na garganta? Já me separei disso há muito tempo. Procuro ganhar onde estiver. Querer dar alegrias às pessoas que trabalham comigo. Sabíamos que nas últimas sete jornadas estaríamos no caminho do título. O que eu peço é que os meus jogadores sejam iguais, mantenham a mesma disponibilidade. Quero ganhar como querem os meus jogadores. Se tenho esta ambição foi porque fui formado num clube ganhador. É um clube que me diz muito», confessa Domingos Paciência, ciente de que há muito cortou o cordão umbilical com a equipa da Invicta.

O reencontro com os campeões nacionais está agendado para este domingo, numa partida que o técnico perspectiva como ainda mais difícil pela facto de o F.C. Porto ter perdido com o Manchester: «Aquilo que aconteceu na quarta-feira joga contra nós. Vamos ter um F.C. Porto mais forte e consciente do que tem pela frente. Sabendo que a Liga dos Campeões acabou têm de se agarrar ao camopeonato. Estamos à espera de um F.C. Porto motivado, sabendo que o erro é menor.»

Assegurada a manutenção, Domingos rejeita falar em objectivos mais altos, apesar de deixar uma provocação ao V. Guimarães. «A manutenção era o objectivo. Nunca falámos em Europa e temos uma equipa que fala de Europa e que está igual a nós», relembra o treinador da Briosa, ainda assim confiante para o final de época: «Sabemos que este final de campeonato será muito difícil para nós. Felizmente durante dois anos apenas saí triste quatro vezes deste estádio.»

Sobre o seu próprio futuro (está em final de contrato) também pouco adiantou: «Há muita coisa em jogo. O futuro no momento certo se saberá sobre isso. Não é a altura certa para falar sobre isso.»