Rolando, com a cabeça no sítio certo

Um central com a cabeça no sítio certo. Se, cá atrás, o trabalho foi pouco, nada melhor do que ir lá à frente mostrar como se faz. O livre é cirúrgico e, da maneira como estava o jogo, talvez fosse a única forma de lhe dar a volta. Pode ainda agradecer ao colega de sector (Bruno Alves) a movimentação a preceito, que tirou os defesas da casa da jogada, deixando-lhe caminho livre para marcar.

Lisandro, apareceu no momento certo

Voltou à equipa e aos golos. Decisivo na grande penalidade que arrancou a Amoreirinha, avançou para a marca dos onze metros e marcou o seu sexto golo na Liga. Sem ter deslumbrado, até porque o jogo estava pouco propício a brilhantismos, apareceu no momento certo, já depois de ter tentado um cabeceamento no início da partida.

Mariano Gonzalez, partilha mais do que apenas o apelido com Lucho

Partilha o apelido com o capitão portista, que parece não ter feito falta neste jogo, mas desta feita, tal como ele, também mostrou como se joga bem e até coroou a exibição com o terceiro golo da noite, o sexto da sua contabilidade pessoal esta época. Encostado à direita teve várias arrancadas de qualidade, mexendo com a partida quando esta ameaçava cair no marasmo.

Fernando, o pêndulo com um momento de inspiração

Voltou a ser o pêndulo do meio-campo, tratando de dar o necessário equilíbrio entre a defesa e o ataque. Pertenceu-lhe o passe para Lisandro, no lance da grande penalidade, num momento de rara inspiração. Um passe de trinta metros que rasgou por completo a defesa da Académica.

Peskovic, talhado para brilhar contra os grandes

Parece talhado para se agigantar frente aos Grandes. Brilhou em Alvalade e na Luz, faltava completar o ciclo com uma exibição de encher o olho frente ao F.C. Porto. A verdade é que não foi por ele que a equipa perdeu e até prometeu muito na primeira parte. Depois, quando o F.C. Porto resolveu ser iguala si próprio, desbaratando a defesa academista, pouco podia fazer.