«Não apareceu, mas falei com ele depois. Como as inscrições fecharam e não conseguimos colocá-lo noutro clube, vai ficar no Panamá até final da época, até o mercado voltar a abrir. Garcés assumiu que não quer mais jogar na Académica, por considerá-la uma equipa abaixo das suas ambições, e o próprio clube já sabe disso», referiu o empresário ao Maisfutebol.

Paulo Rodrigues garante que os estudantes «têm tudo regularizado com o jogador até Dezembro», último mês em que esteve em Portugal, mas desde essa altura em diante, «passou a estar sob alçada do regulamento interno do clube, que ficou desobrigado de lhe pagar». «Sinceramente, não sei do que vai viver, nem me parece que eu tenha alguma coisa a ver com o assunto», acrescentou.

Avançado ficará sem jogar

Enquanto estiver no Panamá, Garcés não poderá jogar por mais nenhum clube, «já que tem contrato com a Académica e esta não o irá autorizar», sendo altamente improvável que prossiga a carreira no país de origem: «Seria o seu fim como futebolista. Os clubes panamenses não têm dinheiro para pagar a transferência ou mesmo um empréstimo.»

José Luis Garcés deixou a Académica pouco antes do último Natal, em gozo de férias, mas não se apresentou na data acordada e, até ao momento, tem adiado sucessivas tentativas de regressar a Coimbra e resolver a situação. Com contrato até 2011 e sem que a Académica esteja, por enquanto, disponível a abdicar do valor pago pela sua transferência do CSKA de Sófia, o futuro do polémico ponta-de-lança deverá passar agora por uma cedência ou venda, mas apenas na próxima reabertura do mercado.