«Espero bem que sim. Adorava repetir. Vou fazer tudo, tal como os meus colegas, para vencer mais este jogo. Temos fome de vitórias e jogamos sem pressão. Estamos mais confiantes depois de termos ganho ao Benfica. Vamos ver o que acontece», confessa Tiero, ciente de que, agora, a fasquia ficou mais alta.

Durante esta semana, o internacional ganês não esconde que anda ainda um pouco nas nuvens. Afinal, não é todos os dias que se ganha em casa de tão ilustre adversário. «Senti-me o herói daquela noite. Ficámos todos muito contentes e eu, naturalmente, ainda mais. Pedi à minha mulher para pôr o champanhe no gelo e comemorámos quando cheguei a Coimbra», recorda, falando ainda dos «inúmeros sms» recebidas na Páscoa e nos dias seguintes.

Passada a revista sobre o dia mais feliz da carreira do médio africano em Portugal, é tempo de lançar um olhar sobre o futuro, que Tiero perspectiva em tons animadores para a Académica. Com a permanência no bolso, os estudantes apontam agora baterias à melhor classificação dos últimos 25 anos (sétimo lugar em 84/85), algo que o jogador pensa ser possível atingir, «caso a equipa mantenha a mesma atitude», apesar do calendário complicado, com jogos frente ao F.C. Porto e Sporting.

Amigo de Essien e Muntari, apreciador de Pirlo

Tiero costuma ser chamado com frequência à selecção do seu país e foi por lá que fez amizade com alguns craques do Gana. Há dois, em particular, com quem mantém contacto regular, até porque passaram pelo mesmo clube, o Liberty Professionals.

«Sou muito amigo do Essien [Chelsea] e do Muntari [Inter de Milão]. Costumamos falar ao telefone pelo menos uma vez por semana», confessa este fã de Pirlo, do AC Milan, que passou a admirar mais depois de o ter defrontado, nos Jogos Olímpicos de Atenas: «Sou um pouco mais rápido [risos], mas a inteligência dele e a forma simples de jogar cativam-me.»