A AF Braga já comunicou a desistência e substituiu o Ribeirão pelo Antime no calendário de jogos, que tinha sido sorteado entretanto.

 

A decisão do clube famalicense surgiu após a demissão do presidente da direção Adriano Pereira e dos membros do Conselho Fiscal. O dirigente justificou a demissão com as dívidas avultadas do Ribeirão, que ascenderão a cerca de um milhão de euros, afirmando que, tanto ele como a mãe, são mesmo credores de várias centenas de milhares de euros no clube.

 

O Ribeirão, que até esteve perto de subir à II Liga há duas épocas, tinha uma parceria com a empresa brasileira de agenciamento de jogadores SOCCER Champions. Adriano Pereira, o presidente demissionário, acusa a SOCCER de incumprimento das obrigações financeiras para com o clube. O responsável diz que a parceria correu bem durante 18 meses, período em que a empresa «cumpriu rigorosamente o contrato», mas depois «entrou em processo de insolvência e ficou a dever na ordem dos 600 mil euros ao clube», o que «desequilibrou totalmente as contas». 

 

Depois da demissão de Adriano Pereira, foi realizada uma Assembleia Geral do clube, mas não apareceram candidatos à presidência. Permanece agora uma indefinição em relação ao futuro do clube, se é que existe.