«Quando assinei não podia jogar, por causa da licença de trabalho. Fui sendo emprestado (ndr. Schalke, Santos, Benfica e PSV), e tive algumas lesões graves. Infelizmente, isso fez com não tivesse o prazer de jogar no Chelsea», disse ao Maisfutebol o jogador do Dnipro, emblema ucraniano.

Pouco utilizado por Fernando Santos, Alcides foi dispensado pelo Benfica em Dezembro de 2006. Um mês depois chegava David Luiz ao Estádio da Luz. Quatro anos depois saiu este último, vendido ao...Chelsea. «Não penso que podia ser eu a estar lá. Cada um tem o seu momento. Não tive essa felicidade», diz Alcides, que deseja o melhor ao compatriota: «É um grande jogador. Gosto muito dele. Vai dar-se bem e conquistar muitos títulos. Deve estar feliz, e é tudo merecido, pois é um grande jogador e uma grande pessoa.»

Aposta regular de Ronald Koeman quando este treinou o Benfica, Alcides decidiu rumar ao PSV quando foi dispensado pelo clube português, de forma a reencontrar o técnico. Após uma época e meia no clube holandês, foi contratado pelo Dnipro. «O frio é complicado, aqui na Ucrânia. Vinte e trinta graus negativos, muitas vezes. É de fazer doer os ossos», desabafa.

A temperatura não tem sido o único obstáculo. Entre lesões e outros problemas, o brasileiro tem jogado pouco. «Tive um atrito com o técnico anterior (ndr. Volodymyr Bezsonov). Com o Juande Ramos voltei à equipa principal, mas em Outubro rompi o ligamento do joelho. Estou agora a voltar, mas devo sair do clube, embora tenha mais um ano e meio de contrato», revela ao nosso jornal.

Os primeiros meses na Ucrânia foram difíceis, pelo que Alcides preocupa-se agora com a adaptação dos dois compatriotas recentemente contratados pelo Dnipro: Giuliano (ex-Internacional) e Matheus (ex-Sp. Braga). «Estamos sempre a falar de Portugal e do Brasil. Matamos duas cobras com um pau só, como se diz no nosso país.»