Trata-se de uma espécie de recomeço, livre que está das amarras que o mantiveram ligado ao F.C. Porto durante dezasseis anos (primeira época como jogador foi em 1990/91). O fim da equipa B permitiu-lhe apenas uma temporada como técnico principal, pelo que o primeiro grande teste será, realmente, na formação de Amarante.

«Este convite apareceu num bom momento, já que desde que saí da equipa B houve outras possibilidades, mas nada se concretizou. Fiquei agradado com as condições dadas pelo clube e, para além disso, vou trabalhar numa Divisão que conheço bem. Esta série A tem equipas do Norte e três da Madeira (Ribeira Brava, Pontassolense e Marítimo B), adversários que também conheço do ano passado», explicou, salientando que teve pouco tempo para preparar a equipa, o que não o impede de pensar em «garantir os três pontos».

Esta será, de qualquer forma, uma etapa que pretende cumprir rumo à Liga principal do futebol português. Aos 43 anos, os objectivos estão bem delineados, tendo até como exemplo um ex-colega de equipa no F.C. Porto: «O Domingos teve a oportunidade de treinar na I Divisão, depois de ter estado no Porto B, e as coisas têm corrido muito, muito bem. Com certeza que dentro em breve já podemos colocar o Domingos entre os principais treinadores. A minha situação é igual, por isso o meu objectivo é poder fazer uma época boa no Vila Meã e depois ver se aparece convite de clube da I Liga».

O sonho de treinar o Internacional de Porto Alegre

Concluído o quarto nível de treinador há dois anos, Aloísio está habilitado a trabalhar em qualquer clube, mas um dos seus sonhos é regressar ao Internacional de Porto Alegre, onde iniciou a carreira de futebolista.

«Houve possibilidade de voltar ao Brasil e treinar uma equipa em Porto Alegre, mas não se concretizou. De qualquer forma, um dia gostava de treinar o Internacional, o clube da minha terra. Acabei por permanecer em Portugal e penso que será uma boa opção», comentou, adiantando que a sua ligação ao F.C. Porto pode ter terminado em termos contratuais, mas existirá sempre um vínculo sentimental:

«Não me desliguei do Porto, é difícil que aconteça. Fiquei apenas desligado fisicamente, porque já não pertenço aos quadros. Mantenho o contacto com as pessoas, tenho muitos amigos, e vou ver os jogos sempre que posso. Apenas fiz uma opção pela minha carreira, aceitando o convite de um clube que me deu a possibilidade de treinar. A ligação com o Porto vai ficar para sempre».