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P. Ferreira-Marítimo, 0-1 (crónica)

«Castor» cai na armadilha de Manta

Estádio Capital do Móvel, em Paços de Ferreira

Não é preciso uma lâmpada e um génio para adivinhar o resultado final de alguns jogos. Este Paços-Marítimo, a partir dos 23 minutos, pareceu condenado a cair para o lado insular. Sim, mesmo com a equipa de Nuno Manta reduzida a dez unidades. Vem em qualquer manual básico sobre situações clássicas no futebol: se não matas, morres. O Paços de Ferreira, em superioridade numérica, nunca soube o que fazer à bola e como fazer aproximações de qualidade à baliza de Charles. O Marítimo desequilibrou-se durante alguns minutos, sim, mas a partir dos 30 minutos percebeu bem o que tinha de fazer para não perder. Manta ordenou o recuo das linhas, fechou os espaços interiores e ofereceu os corredores ao Paços. Os castores caíram no engodo e começaram a fazer cruzamentos atrás de cruzamentos, quase todos inofensivos. E assim foi, com raras mudanças a esta lógica, até ao golo de Rodrigo Pinho.FICHA DE JOGO e NOTAS AOS ATLETAS O Paços a atacar sem ponta de lucidez, o Marítimo a defender muito, a aguentar e a matar o oponente numa bola parada. Insistimos: o final foi, a partir de dada altura, demasiado previsível. Como o processo ofensivo do Paços, no final de contas. O golo apareceu aos 56 minutos, num belo desvio de cabeça do avançado do Marítimo, após livre de Rúben Ferreira. Com mais de meia-hora para jogar, Filipe Rocha trocou um extremo (Murilo por Bernardo), lançou um segundo ponta-de-lança (Diogo Almeida) para o lugar do médio mais ofensivo (Pedrinho) e foi recompensado… com uma mão cheia de nada.DESTAQUES DO JOGO: Pinho marca, Zainadine/Kerkez/René seguram O jogo continuou a ser exatamente a mesma coisa e a melhor oportunidade de golo até ao fim pertenceu novamente ao Marítimo. Daizen Maeda, isolado por Rodrigo Pinho, assustou-se com Simão Bertelli e rematou por cima. O treinador do Paços falava em melhoria exibicional e «consistência de comportamentos», mas o que se viu frente ao Marítimo foi insuficiente. Este não é o verdadeiro Paços, o Paços que nos últimos 25 anos fez desta Mata Real uma fortaleza. Mérito ao Marítimo pela organização e concentração perfeitas. Só era escusado ter queimado tempo de forma tão escandalosa. Principalmente Charles. Seja como for, o Paços de Ferreira só se pode queixar da sua falta de ideias, de um golo aparentemente mal anulado a Dadashov (minuto 53) e de uma precipitação incompatível com as exigências de I Liga.    

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