Amorim: «Não vou mudar a minha filosofia. O resto não é decisão minha»
Treinador português diz que está a «sofrer mais» do que os adeptos e nem quer falar noutro sistema
Ruben Amorim deixou uma mensagem clara após a derrota no dérbi de Manchester, este domingo. O treinador do Manchester United garantiu que não vai mudar a filosofia em que acredita e confessou que está a «sofrer mais» do que os adeptos.
«Eu aceito, não é um recorde que se deva ter no Manchester United. Há muitas coisas que aconteceram nestes meses e vocês nem fazem ideia. Mas não vou mudar a minha filosofia. Quando quiser mudar a minha filosofia, mudo. Senão, têm de trocar o homem. Falam disso em todos os jogos que perdemos. Não acredito disso do sistema. Eu acredito na minha forma de jogar e vou jogar da minha forma até querer mudar», disse o treinador português, em conferência de imprensa, depois da derrota por 3-0 no Etihad.
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«Eu entendo tudo. É normal. O resultado… Não vejo dessa forma, estamos a jogar melhor do que os resultados mostram. Lembro-me que no ano passado com o Sporting ganhámos 4-1 ao City e nem estivemos perto a nível de oportunidades e da forma como controlámos o jogo, comparativamente com hoje. A minha mensagem para os adeptos é que farei tudo e sempre a pensar no que é melhor para o clube. Enquanto estiver aqui, farei o meu melhor. O resto não é decisão minha. Estou a sofrer mais [do que os adeptos]», afirmou ainda.
Amorim assumiu também que os jogadores poderiam ter sido «mais agressivos», porque os golos do City eram «evitáveis».
«O Haaland teve todo o espaço e criou confusão nos nossos jogadores. Se olharem para os golos, há momentos que podemos evitar. O City aproveitou. Nas transições, nesses momentos, foram melhores do que nós», observou.
Sobre o papel de Bruno Fernandes no meio-campo, o treinador do Manchester United utilizou o exemplo do… Arsenal.
«Eu entendo como é o futebol e os resultados ditam a narrativa. Acha que fomos a melhor equipa contra o Arsenal? Eles tinham Odegaard, Rice e Zubimendi, três médios de topo. Nós jogámos com dois. Às vezes, é a dinâmica da equipa, noutras vezes é uma oportunidade para marcar. Eu vejo dessa forma. Sei que é difícil para as pessoas. Os adeptos não querem ouvir estas coisas. Eu não minto para mim mesmo, vejo o histórico e aceito qualquer decisão que venha com ele», frisou.
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