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Corgo e Tâmega: CP assegura alternativas

Empresa remete, no entanto, a responsabilidade das obras para a REFER

RedaçãoCP

ACTUALIZADA ÀS 12h43

O transporte rodoviário está assegurado nos horários dos comboios das Linhas do Corgo e Tâmega, encerradas a partir desta quarta-feira, garantiu à Lusa a direcção de comunicação da CP.

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«A partir do momento em que se apontam problemas de segurança e a decisão é de encerrar [as linhas], a CP tem de criar alternativas aos utentes: os transportes rodoviários já estão no terreno, a cumprir exactamente os mesmos horários dos comboios», assegurou a directora de comunicação, Ana Portela.

Autocarro substitui comboio na Linha do Corgo

Confrontada com um pedido de esclarecimento dos «factos negativos» que levaram à suspensão das duas linhas e a duração da mesma, Ana Portela remeteu para a Rede Ferroviária Nacional (REFER), por ser a «responsável pela obras».

No local estão técnicos de intervenção da CP e da REFER, onde a população se queixou de «não ter sido informada atempadamente», questão que a CP admitiu, justificando que assim que houve decisão do encerramento provisório, a CP procedeu aos contactos com as autarquias.

REFER explica

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«Não se trata de um encerramento, trata-se de uma suspensão da circulação até que as obras sejam iniciadas dentro de aproximadamente quatro meses», salientou o director de comunicação da Rede Ferroviária Nacional (REFER), José Santos Lopes.

O responsável lembrou que, na sequência do encerramento da Linha do Tua pela tutela, foram dadas indicações pelo Ministério para que «fossem asseguradas inspecções nas várias linhas semelhantes à Linha do Tua», ou seja, «linhas de bitola métrica, que diferem das restantes no que diz respeito à distancia entre o carris, que é mais curta».

«A suspensão da circulação nas Linhas do Corgo e Tâmega foi decretada devido ao estado das vias em alguns locais e à necessidade de se fazer uma intervenção profunda. As intervenções caso a caso não podiam continuar, não era razoável», salientou José Santos Lopes. «Esta situação não podia ser gerida com os comboios a circularem», reiterou.

José Santos Lopes admitiu que a suspensão das linhas «possa provocar perturbações» pelo que «vai afectar as populações que precisam do comboio», sublinhando, no entanto, que é por isso que foram «disponibilizados transportes alternativos», que asseguram «condições semelhantes àquelas que existiam com os comboios a circular».

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Autarca de Amarante «apanhado de surpresa»

O presidente da Câmara Municipal de Amarante, Armindo Abreu, disse que foi «apanhado de surpresa com o encerramento da linha do Tâmega», troço ferroviário de 13 quilómetros entre Livração e a cidade.

O autarca disse que a Secretaria de Estado dos Transportes tentou contactá-lo sem sucesso, mas só esta quarta-feira é que vai tentar saber junto da tutela «o que está na base da decisão do encerramento da linha férrea».

O presidente da Câmara reafirmou a sua promessa de «aceitar a exploração» comercial da linha-férrea, desde que a manutenção seja executada pela Refer.

O «caos completo»

«A CP não deu nenhuma informação a ninguém sobre os transportes alternativos. Não têm respeito nem pela junta nem pela população», disse o presidente da Junta de Ermida, José Borges, sublinhando que a situação na freguesia é de «caos completo».

De acordo com o autarca, como as ruas são estreitas e as curvas apertadas, os autocarros que estão a funcionar como transporte alternativo não conseguem passar e, logo, ficam impedidos de recolher os passageiros nas estações e apeadeiros.

«As pessoas não sabem onde têm autocarros e vão-se juntando em grupos», exemplificou, lembrando que muitos alunos tiveram de ir a pé para as escolas.

Confrontada com estas críticas, fonte da CP admite a «surpresa» dos utilizadores , mas recusou o cenário de «desorganização» no local.

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