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Taça da Liga: Benfica-Nacional, 1-0 (crónica)

Nuno Gomes desembrulhou jogo de «casos»

O Benfica entrou em 2010 da mesma forma como tinha fechado 2009, a ganhar e a repetir praticamente o onze com que tinha vencido o F.C. Porto para somar os primeiros pontos na Taça da Liga, com uma vitória esforçada sobre o Nacional (1-0). Um jogo muito diferente daquele que tinha marcado a primeira visita dos madeirenses à Luz, mas igualmente recheado de casos. Confira a FICHA DO JOGO e as notas dos jogadoresJorge Jesus, ainda sem Pablo Aimar e Di Maria, insistiu na equipa que tinha escolhido para o clássico, chamando apenas Fábio Coentrão para o lugar de Ramires. O Nacional, por seu lado, precavido com a pesada derrota do jogo da Liga (1-6), apresentou um onze mais conservador, com Cléber a recuar para formar um trio de centrais com Felipe Lopes e Tomasevic, oferecendo maior liberdade para Patacas e Nuno Pinto subirem pelas alas. O Benfica entrou melhor no jogo, com um futebol fluído, ao primeiro toque e com a já característica pressão alta que não permitia ao Nacional sair a jogar. Os de encarnado montaram o cerco, fecharam os madeirenses na sua área e procuraram uma abertura para chegar às redes de Bracalli. Não faltaram oportunidades em lances de bola parada, com pontapés de canto em catadupa, mas a verdade é que se os madeirenses não conseguiam sair a jogar, também não ofereciam espaços para os de encarnado rematarem. Dois casos com marca OlegárioJokanovic teve de rever cedo os seus planos iniciais, uma vez que Nuno Pinto lesionou-se e o treinador fez recuar João Aurélio para a defesa do flanco esquerdo, lançando Rodrigo para o ataque. Numa das primeira vezes que o Nacional conseguiu passar a linha do meio-campo, aos vinte minutos, verificou-se o primeiro caso do jogo. O Benfica tinha ficado a reclamar por uma falta, Amuneke escapou pela esquerda e cruzou para uma cabeçada certeira de Rodrigo. Olegário Benquerença apitou antes da cabeçada do brasileiro, mas ficou a ideia que o avançado estava em posição regular. O Benfica voltou a pressionar e novo caso. Desta vez um dois em um. Primeiro foi Luisão que agrediu Salino com um pontapé, num lance sem bola, e, na sequência do mesmo lance, Amuneke também agrediu Javi Garcia. Olegário Benquerença fechou os olhos aos regulamentos e resolveu o caso com um diplomático amarelo para o brasileiro. O Benfica voltou à carga, mas sem conseguir profundidade pelos flancos. Jorge Jesus não esperou para mexer na equipa, abdicando de César Peixoto ao intervalo, recuando Fábio Coentrão, para apostar em Weldon. O Benfica voltava a carregar, mas agora tinha um adversário mais confiante pela frente. Um Nacional que continuava a consentir o domínio encarnado, mas que agora já encontrava saídas para a baliza de Quim. Num desses ataques, Ruben Micael foi «guloso», apenas com Luisão pela frente, e Rodrigo a aparecer à sua esquerda, permitindo o desarme do brasileiro. Mas era o Benfica que continuava a mandar no jogo, com uma pressão que voltou a surgir em crescendo. Jesus procurava alimentar o forno, trocando Urreta por Felipe Menezes, e, ainda com vinte minutos pela frente, o Benfica jogava como se estivesse nos descontos, com tanta ansiedade e sofreguidão, que falhava nos momentos em que era preciso apenas um pouco de calma. O Nacional ia espreitando todas as oportunidades e, numa delas, Rodrigo escapou para a área de Quim e foi desarmado de forma impetuosa por David Luiz quando procurava o remate (ficou a ideia que o central tocou primeiro no pé do avançado e só depois na bola). Jesus lançou depois a sua última cartada, Nuno Gomes, e foi o número 21 que abriu, finalmente, o caminho para Saviola fazer o primeiro e único golo da partida. Ainda com onze minutos pela frente, Anselmo contou ainda com uma oportunidade soberana para empatar, mas foi o Benfica que reclamou os três pontos, juntando-se ao Rio Ave na frente do Grupo C.

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