Portugal fez história e conseguiu, esta sexta-feira, a melhor prestação de sempre em Campeonatos da Europa, após vencer a Suécia por 36-35, num jogo com emoção até ao último segundo (literalmente).

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Já sem o objetivo de estar entre as quatro melhores seleções deste Europeu, a turma de Paulo Jorge Pereira entrou na quadra com vontade de se agarrar à história e conseguir o tal inédito quinto lugar na competição.

O encontro começou a todo o gás e que o diga Martim Costa, com cinco golos apontados no primeiro tempo, mais do que qualquer outro jogador. De resto, os «Heróis do Mar» nunca estiveram em desvantagem e chegaram a ter três golos de diferença para os nórdicos, mas a experiência conta muito neste tipo de jogos.

Habituados aos grandes palcos, os suecos foram igualando a imprevisibilidade lusa e o empate foi uma constante durante os primeiros 30 minutos. Um verdadeiro toma lá, dá cá, que teve o seu apogeu já bem perto do apito do árbitro. Oito golos num curto espaço de tempo, depois de um time-out do selecionador nacional e uma «nova» estratégia… o habitual sete contra seis, com dois pivôs.

As duas equipas recolheram assim aos balneários com o marcador a assinalar uns justos 16-16 e com destaque para uma boa entrada de Capdeville em campo, após a titularidade de Diogo Valério.

Para o segundo tempo, mais do mesmo. Um início repleto de golos e com mais história pelo meio. À entrada para o encontro, Kiko Costa trazia na bagagem um total de 54 golos e na mira estava a possibilidade de chegar ao nível dos melhores de sempre.

Com seis golos no encontro, o lateral do Sporting fechou este Europeu com um total de 60 remates certeiros, subindo assim (à condição) ao terceiro lugar na lista de melhores marcadores de sempre numa só edição de um Campeonato da Europa.

Ainda assim, a toada do encontro não se alterou e o equilíbrio manteve-se, com a Suécia a conseguir um máximo de dois golos de vantagem, anulados prontamente pelos comandados de Paulo Jorge Pereira.

O selecionador português acabou por ter um papel decisivo no desfecho do encontro, quando faltavam apenas jogar-se seis segundos. A Suécia tinha deixado tudo empatado a 35 e o técnico pediu «time-out» para fazer história.

Num lance bem trabalhado pelos três homens do meio, a bola chegou à mão direita de Martim Costa, que atirou com fé para o fundo da baliza sueca, levando à loucura a comitiva lusa. Além de ter sido o melhor marcador do encontro com nove golos, levou para casa também o prémio de MVP. 

Termina assim a participação de Portugal neste Campeonato da Europa, sabendo desde já que tem presença assegurada no Mundial de 2027 e que vai organizar em conjunto com a Espanha e a Suíça o Europeu de 2028.