Portugal assinou uma das maiores vitórias da sua história no andebol ao bater a Dinamarca por 31-29, em Herning, na terceira e última jornada do Grupo B do Campeonato da Europa, garantindo a passagem à main round com uma exibição de enorme personalidade frente a um dos grandes favoritos ao título.
No final do encontro, o selecionador nacional Paulo Jorge Pereira não escondeu a emoção, mas deixou claro que o foco já está no que se segue.
«Esta vitória vai ficar na minha memória para sempre, mas agora há mais coisas que temos de fazer. Não adianta ficarmos demasiado felizes quando temos um jogo daqui a 48 horas», sublinhou.
O técnico destacou ainda a forma como a equipa lutou e a resposta coletiva num ambiente adverso, diante de cerca de 15 mil adeptos dinamarqueses.
«É muito importante para Portugal termos feito este jogo como fizemos. O país tem de estar orgulhoso das pessoas que aqui estão a representar a seleção. Eu apenas os ajudei», afirmou, referindo ainda prestações individuais decisivas, como a entrada de Pedro Tonicher e a exibição de Rui Silva, além da influência constante dos irmãos Costa.
«Foi espetacular [a entrada do Pedro Tonicher]. Entrou ali no momento e sacou duas bolas ao Gidsel. Foi uma coisa fantástica e agora ele terá oportunidades mais vezes. O Filipe [Monteiro] já esteve na convocatória, mas hoje o Rui fez um ‘jogaço’ à Rui Silva e os manos Costa de um lado e do outro são uma coisa brutal», disse.
António Areia, um dos protagonistas, principalmente nos derradeiros minutos, reforçou a ideia de união como chave do sucesso.
«Posso ter marcado golos importantes, mas é preciso um grupo com uma união diferente da do costume. É um orgulho enorme ser português e ver as bancadas com bandeiras nacionais», disse, alertando para as dificuldades que se avizinham.
«Vem aí uma main round muito dura, com equipas de alto nível, mas sinto que podemos jogar ao nível delas», acrescentou.
Também Salvador Salvador alinhou no discurso ambicioso, garantindo que este triunfo apenas confirma a competitividade da seleção.
«Podemos competir contra qualquer seleção. Se não estivermos concentrados, podem acontecer empates como com a Macedónia do Norte, mas hoje ficou provado que temos qualidade», referiu, confessando que acreditava no desfecho.
«Disse desde o início que isto ‘tresandava’ a vitória portuguesa por terras dinamarquesas», concluiu.