Os 18 clubes da Superliga (números de 2005/06) acumulam um passivo de 524 milhões de euros. Um número alto, mesmo tendo em conta o Activo Líquido de 560, 1 milhões de euros. A diferença resulta num valor de Capitais Próprios de 36 milhões de euros.
A Deloitte, autora do Anuário de Finanças do Futebol, calculou um rácio de autonomia financeira de 6 por cento, escrevendo que «sete equipas não apresentaram autonomia financeira, ou seja, apresentaram passivos superiores ao valor dos seus activos líquidos contabilísticos».
A este propósito, refira-se que os responsáveis da Deloitte anunciaram um acréscimo considerável do valor dos empréstimos contraídos pelos clubes. «O valor dos empréstimos obtidos triplicou ao longo das últimas cinco épocas», explicaram, à margem da apresentação do Anuário, que será distribuído amanhã pelo jornal A Bola.
Mais sócios, menos assistências
Passando para as bancadas dos estádios, registou-se um aumento do número de associados, comparativamente à época 2004/05. O Benfica registou 151.526 sócios (135.121 pagantes) num total de 533 mil. Na temporada 2005/06, o F.C. Porto contabilizava 99.082 sócios e o Sporting ficava-se pelos 85.921 sócios.
Curiosamente, verificou-se uma diminuição no número de bilhetes vendidos, na ordem dos 5, 5 por cento (passou de 3.145.756 em 2004/05 para 2.992.030). A taxa de ocupação dos estádios decaiu para 42 por cento, registando-se uma média de 9.778 bilhetes vendidos para cada jogo da Superliga 2005/06. O F.C. Porto apresenta o melhor registo neste capítulo (média de 42.026 bilhetes), seguido de Benfica (38.667) e Sporting (36.329)