No «caso envelope» estão também pronunciados António Araújo, empresário de futebol, igualmente pelo crime de corrupção desportiva activa e ao árbitro Augusto Duarte é imputado o crime de corrupção desportiva passiva.

Carolina Salgado testemunhou no processo e sustentou a sua tese de que Pinto da Costa subornou o árbitro Augusto Duarte, com cerca de 2500 euros, para que beneficiasse o FC Porto.

Nas últimas declarações prestadas ao tribunal, Pinto da Costa, considerou a acusação do «caso do envelope» uma «tramóia» e jurou inocência perante a juíza do processo e «perante Deus». O presidente do FCP pediu mesmo «que caiam todos os males» sobre quem esteve na origem da «tramóia» e da «maquiavélica» suspeição levada a julgamento.

O processo é um apêndice do megaprocesso «Apito Dourado» e tem como génese casos de alegada corrupção e tráfico de influências no futebol profissional e na arbitragem portuguesa. O «caso do envelope» reporta-se ao encontro Beira-Mar-FC Porto (0-0), da 31.ª jornada da Liga de 2003/04, realizado em 18 de Abril.