Em comunicado divulgado nesta sexta-feira, a Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol (APAF) critica as declarações do treinador do FC Porto, que após o nulo com o Belenenses, no Jamor, disse sentir-se «roubado».

A APAF fala em «ofensas graves à integridade humana e moral do Árbitro Fábio Veríssimo e da sua equipa». 

«É inadmissível que continuemos a aceitar este tipo de palavras e comportamentos em público como “normal no Futebol”. É urgente começar a medir as consequências das palavras proferidas», acrescenta o comunicado da associação de árbitros, que se mostra disponível para dar apoio jurídico a Fábio Veríssimo.

Eis o comunicado, na íntegra:

A linguagem dos agentes do Futebol tem influência direta na nossa sociedade. Quanto maior é o clube, maior é a visibilidade e, consequentemente, maior a responsabilidade nas palavras escolhidas.

Ontem, vimos o Sérgio Conceição, treinador do Futebol Clube do Porto, após o seu jogo, proferir ofensas graves à integridade humana e moral do Árbitro Fábio Veríssimo e da sua equipa. É inadmissível que continuemos a aceitar este tipo de palavras e comportamentos em público como “normal no Futebol”. É urgente começar a medir as consequências das palavras proferidas.

A intenção foi clara, ferir o trabalho da Arbitragem. No entanto, o resultado das palavras está à vista de todos e não foi a apologia uma discussão de decisões desportivas. Gerou-se o ódio e a irresponsabilidade, principalmente através da comunicação social e redes sociais. Este não é o caminho certo, este é um caminho de retrocesso e irresponsabilidade.

O Futebol também não é palco para ofensas, condenamos este comportamento e encaminhamos a queixa para todos os órgãos competentes. A Associação Portuguesa de Árbitros de Futebol dará todo o apoio jurídico ao Árbitro Fábio Veríssimo e espera que este seja mais um mau exemplo que veremos condenado à luz da justiça dos órgãos competentes.

Por fim, deixamos uma palavra de solidariedade e desejo de rápidas melhoras ao atleta Eulânio Ângelo Chipela Gomes (Nanú), pois não existe resultado desportivo que esteja acima da vida humana.