O International Football Association Board (IFAB) aprovou, este sábado, um conjunto de medidas que visam aumentar o ritmo e o tempo útil dos jogos, para além de alargar o campo de atuação do videoárbitro (VAR). As alterações terão impacto já na fase final do Mundial de futebol, no próximo verão.

Na 140.ª Assembleia Geral anual, que teve lugar no País de Gales, o IFAB decidiu que os árbitros vão passar a poder iniciar uma contagem decrescente, de até cinco segundos, sempre que um lançamento de linha lateral ou um pontapé de baliza sejam deliberadamente retardados. Em caso de infração, o lançamento é transferido para o rival, enquanto o pontapé de baliza se transformará num pontapé de canto para a equipa adversária.

Quanto às substituições, elas passam a ser feitas até 10 segundos depois de ser dada a indicação para ela acontecer. Se um jogador não deixar o terreno de jogo dentro desse período, o seu substituto não poderá entrar até à primeira interrupção após ter passado um minuto de jogo. Isto apesar de o atleta substituído estar na mesma obrigado a sair das quatro linhas no momento da alteração.

Sempre que uma partida parar para assistência médica a um jogador, ele continua a ter de deixar o terreno de jogo, como já acontece, mas só poderá reentrar quando se completar um minuto após a partida ter sido reatada.

No que toca ao VAR, vai passar a poder intervir quando um jogador for expulso com um segundo cartão amarelo claramente incorreto, quando um pontapé de canto for claramente mal assinalado e sempre que o árbitro penalizar a equipa errada por uma infração que resulte na exibição de um cartão vermelho ou de um amarelo ao jogador errado.

Na próxima revisão das leis de jogo serão incluídas algumas alterações, entre elas a que esclarece o “toque duplo” na execução de um penálti.

O IFAB acrescenta que serão realizados testes para inibir paragens motivadas por alegadas lesões dos guarda-redes e vai estudar medidas que possam penalizar jogadores que cubram a boca quando confrontam adversários durante as partidas, também conhecida como «Lei Vinicius», bem como aqueles que decidam unilateralmente deixar o terreno de jogo como forma de protesto contra uma decisão do árbitro, o que aconteceu na recente final da CAN entre Marrocos e o Senegal.