Lucho Gonzalez (F.C. Porto) fez o único golo da selecção albiceleste e Di María (Benfica) esteve em campo apenas sete minutos, pois viu um cartão vermelho. Lisandro (F.C. Porto) não saiu do banco.

Maradona apostou na titularidade do médio portista, mas a Bolívia, do ex-benfiquista e boavisteiro Erwin Sanchez, surpreendeu com uma pressão a todo o campo. Foi premiada logo aos 11 minutos com o 1-0, autoria de Marcelo Moreno. Era o princípio do desastre...

Lucho ainda igualou (24m), com um pontapé de fora da área, no qual o guarda-redes boliviano foi muito mal batido. Mas os da casa não foram afectados pelo «frango» e voltaram a atacar de forma incrível a baliza de Carrizo.

Por isso, o 2-1 era de prever, mesmo que tenha chegado através de grande penalidade. Botero marcava o primeiro (33m) de um hat-trick que haveria de completar até final. Antes, porém, Rosa fazia o 3-1, perto do intervalo.

O descanso foi mesmo a única altura em que os argentinos tiveram tempo para respirar. Maradona ainda lançou Di Maria depois do 4-1, apontado por Botero, mas o benfiquista iria ter uma passagem muito breve por La Paz.

O esquerdino foi lançado aos 56 minutos e, aos 63, já estava fora de campo, depois de dois remates fracos e um pontapé num adversário. Enquanto isso, a Bolívia apertava e Botero fazia o terceiro da conta pessoal. O 5-1 já era, por si só, um escândalo e era preciso recuar até 1994 para ver derrota tão pesada da Argentina: 5-0 aplicaod spela Colômbia, em solo argentino!!! Só que Torrico ainda fez mais sangue, com o 6-1 final, num lance em que Carrizo tem muitas culpas.

A Argentina e Maradona repetiam o resultado do Mundial-58, na Suécia, no qual perderam por 6-1 com a Checoslováquia. Não há registo de pior...