Pela primeira vez desde 2024, o Arouca somou o segundo triunfo consecutivo em casa. 3-0 foi o resultado frente ao Nacional, que antecede a deslocação arouquense ao terreno do líder FC Porto. Os insulares, que até entraram bem, não conseguiram conter o ímpeto arouquense no reatar da partida, sobretudo pela expulsão do médio Laabidi.

No que diz respeito às escolhas dos técnicos, Vasco Seabra repetiu o onze que perdeu frente ao Casa Pia (3-2). Já Tiago Margarido promoveu quatro alterações, com as entradas de Léo Santos, Laabidi, Baeza e Gabriel Verón para os lugares de Chico Gonçalves, Joel Silva, Liziero e Witi.

O sol estava quentinho, mas o jogo…

Pela primeira vez em 2026, um jogo do Arouca em casa foi agraciado com um clima bastante ameno, com o sol a apresentar-se bastante radiante e quente. Ainda que este tenha incidido sobre o jogo, não o aqueceu: num ritmo baixo e com um espírito maioritariamente morninho, foram poucos os eventos impactantes nos primeiros 45 minutos.

O Nacional entrou bem e registou a primeira oportunidade ao quarto minuto, com um cabeceamento de Chuchu Ramírez a tirar tinta ao poste. Mas, daí em diante, foram os arouquenses quem estiveram mais perto do golo. A bola balançou as redes por duas vezes, em dois lances que anulados por fora de jogo: primeiro, foi Trezza que fuzilou a baliza ao minuto 26. Depois, aos 44m, Lee Hyunju.

O lance legal de maior perigo pertenceu a Bas Kuipers, lateral que entrou na área, tirou a marcação do caminho, mas faltou-lhe o pé esquerdo para definir. Foram estes os eventos principais de um primeiro tempo cujo ritmo foi sempre médio e onde ambas as equipas se deixavam envolver, quase por exclusivo, nos duelos a meio do terreno.

Arouca tirou bilhete para assistir ao desequilíbrio

À imagem do que sucedera no primeiro tempo, os arouquenses foram tendo tempo e espaço para manobrar na frente de ataque. Só que, no arranque do segundo tempo, conseguiram mesmo aproveitá-lo: com a ala direita toda aberta, Trezza agradeceu o espaço e faturou, desta vez a contar. Foi o primeiro infortúnio que sucedeu aos insulares, o segundo foi a expulsão de Laabidi, ao minuto 51, por acumulação de amarelos.

Daí em diante, os comandados de Tiago Margarido jamais se reencontraram e as linhas subidas ditaram o desaire. O ataque arouquense continuou a explorar intensamente a profundidade e colheu frutos. Pouco após a hora de jogo, novo ataque rápido, com o recém-entrado Pablo Gozálbez a atirar para defesa de Kaique, que nada podia fazer para intercetar o cabeceamento de Lee. Pablo voltaria a figurar no lance do 3-0, desta vez assistindo Nandín, que se estreou a marcar na época.

Triunfo arouquense marcado pelo número três: três golos, três pontos e três ausências para a ida ao Dragão (Esgaio, Van Ee e Lee Hjunju). Já o Nacional atinge a marca de quatro jogos consecutivos sem vencer, seguindo-se a receção ao Sp. Braga. Quanto à tabela classificativa, os arouquenses estão no 10.º lugar, com 26 pontos, enquanto os madeirenses seguem no 14.º posto, com 21 pontos.

FIGURA: Lee Hyunju

O médio sul-coreano estive ligado a tudo, literalmente. Assistiu para o 1-0 de Trezza, cabeceou para o fundo das redes, fazendo o 2-0, e foi expulso por acumulação de amarelos. Neste encontro, voltou a mostrar o seu bom futebol, registando muitíssima qualidade com a bola colada ao pé e no capítulo do passe.

MOMENTO: O reatar da partida

Os primeiros minutos do segundo tempo foram decisivos para o desfecho. Primeiro, Trezza assinou o 1-0, desbloqueando o resultado. Pouco depois, o segundo amarelo de Laabidi colocou os arouquenses a jogar quase todo o segundo tempo com mais um homem.

POSITIVO: Ataque rápido arouquense

Depois de um primeiro tempo amarrado, no segundo período os rápidos ataques arouquenses deram frutos e transformaram o 0-0 neste triunfo indiscutível. Cada um dos golos ficou marcado pela capacidade arouquense de aproveitar da melhor forma o espaço que o adversário deixou aberto.