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Na antecâmara do encontro decisivo, desconfie-se da esmola generalizada na imprensa britânica. É Fabregas que falta, Gallas também, Bendtner não acerta na baliza nem que a sua vida dependa disso. Nasri é artista que chegue, mas vejam lá, até chegou atrasado ao autocarro no último encontro e teve de apanhar um táxi.

Tudo serve para retirar pressão ao Arsenal. A estratégia percebe-se à distância, Arsène Wenger dá uma ajuda. Dessa forma, uma vitória frente ao F.C. Porto seria quase como vencer a Liga dos Campeões. Uma tarefa hercúlea, frente a um adversário recheado de estrelas e na máxima forma.

Nada disso. Há mais Arsenal para lá de Fabregas. Jesualdo Ferreira também aguentou as saídas de Ricardo Quaresma, Lucho González, Lisandro López ou o rapto de Hulk. E o Porto continuou a ser Porto.

Se o Arsenal estivesse tão preocupado com o F.C. Porto, saberia por exemplo que Fernando está lesionado. Mas não. Está no dossier de apresentação do encontro, entregue há momentos aos jornalistas. «Alto, forte e bom na posse da bola», descrevem os ingleses. Bruno Alves e Hulk merecem uma chamada de atenção.

Nas imediações do recinto, convívio sereno entre britânicos e portugueses, num dia cinzento à moda de Londres, um vento que congela o espírito. Não há chuva, ainda assim. Tudo o resto são detalhes de circunstância. É hora de jogar futebol. Nada mais importa. 2-1 a favor do Porto, a história a favor do Arsenal. Soltem-se as feras.