«É importante estares no jogo de um modo analítico, com inteligência emocional, mas por outro lado transmitir aos jogadores a emotividade, a agressividade mental, também me parece importante», defendeu o treinador. «Eu não jogo, mas quando estou junto à linha e há um jogador adversário a subir com a bola, muitas vezes passou-me o instinto de meter a perna à frente. Mas são coisas que temos de controlar», prosseguiu.

«Estou disposto a trabalhar o jogo até à exaustão, quase. A ter uma gama grande de pessoas a trabalhar até ao mais pequeno pormenor. Estou disposto a perder horas para operacionalizar tudo em treino, ir até ao mais ínfimo pormenor para tentar reduzir ao máximo a imprevisibilidade do jogo. É na dedicação ao jogo que eu estou disposto a ir», enfatizou depois o treinador.

«Neste momento já não estou capaz de ir até ao não fair play. Se calhar no início, quando tens tudo a provar, se calhar estás disposto a mais. Hoje o tempo passa, os cabelos brancos chegam, se bem que a vontade de vencer não diminui, antes pelo contrário», prossegue, para concluir: «Na fronteira do fair play ou não fair play, posso fazer o que as regras permitem, por exemplo entre os 90 e os 93 minutos fazer três substituições.»