Na sala de imprensa, João Henriques estava agastado com o jogo. Para o treinador, o momento-chave foi o primeiro golo do Famalicão, que considera ter sido obtido depois de uma falta sobre um jogador avense.

Análise ao jogo.

Nós fizemos uma boa partida até ao momento-chave do jogo que é o primeiro golo do Famalicão. Para mim há uma má interpretação do VAR, o árbitro no campo não vê a falta, e para mim há clara falta e é isso que faz a diferença no jogo. Para nós, isso é exponenciado porque até aí tínhamos o jogo controlado. Esse momento trouxe descontrolo emocional e, depois disso, houve uma série de erros que fez com que o Famalicão disparasse no marcador. Demos sequencia aquilo que fizemos em Alvalade, estivemos bem organizados, e esse é a momento chave.

Como se reage a estes erros?

É preciso haver algum respeito pelos profissionais que estão ali dentro. Houve colega a provocar e no futuro quem sabe que as coisas não se invertem. Eu não vejo um erro de arbitragem a nosso favor e os jogadores sentem muito isso. Por muita estabilidade que tentamos passar, é difícil. Estas coisas pesam muito e em condições normais, há o deve e o haver. Quando é direcionado e ainda por cima nesta altura, torna-se complicado. Ou há coerência na marcação de faltas ou não vale a pena. Os jogadores estão revoltados porque tinham o jogo controlado e após aquele lance na área, acontecem estas coisas que são difíceis de entender. Nós assumimos os nossos erros, mas há um momento-chave e este é que faz a diferença. Não estamos aqui a desculpar com nada. Os jogadores querem, acreditam, fizeram um jogo competente e sentiram que as coisas estavam a correr bem. Depois há momentos que decidem o jogo. Quando o adversário tem mérito, temos de reconhecer o erro, assim é mais difícil.