«Temos o melhor guarda-redes estrangeiro em Portugal, o Helton é um jogador de top, pode falhar, mas eu também falhei», lembrou Baía, na Secundária Almeida Garrett, em Gaia, onde esteve esta quarta-feira.

Falando para os alunos, o director de relações externas do F.C. Porto quis tranquilizá-los: «Estejam descansados porque estamos bem servidos com o Helton e com o Nuno. E depois, temos um jovem, que é o Ventura, que, se quiser, tem todas as condições para marcar a história dos guarda-redes do F.C. Porto.»

«Tive umas férias aborrecidas com Jesualdo»

Helton foi o responsável por Vítor Baía ter perdido o lugar na equipa portista. Mas como a memória dos jovens era curta, um deles perguntou se Baía gostaria de jogar sob o comando de Jesualdo Ferreira. O ex-guardião lembrou que já foi treinado pelo técnico e, com humor, disse que nesse período, fundamental para se preparar para o final da carreira, «passou umas férias aborrecidas».

Ainda assim, Vítor Baía lembrou o peso que teve na conquista do bicampeonato, o primeiro do treinador. «A importância que tive nesse ano foi tão grande como se tivesse jogado», considerou, para depois explicar que apenas fez o que é normal no clube: «Temos valores a passar aos novos jogadores. Fazer-lhes ver por que é que o F.C. Porto é diferente.»

A selecção dava «dois ou três filmes»

A curiosidade dos jovens levou-os também a perguntar a Vítor Baía o que sentiu por não ser chamado à Selecção Nacional com Scolari. O ex-guarda-redes sorriu e atirou, bem disposto: «Isso dava dois ou três filmes».

Depois, Baía referiu que sempre teve «orgulho em representar Portugal» e em «ter feito 80 jogos» pela Selecção. «Fico com as boas recordações, estive em dois Europeus e um Mundial e já não vale a pena falar desse assunto [ Scolari]. Continuamos sem saber os motivos, e acredito que vamos ficar para sempre», concluiu.