Se Guardiola garantiu que o Barcelona se ia manter fiel à sua filosofia e cumpriu, o mesmo não se pode dizer de Guus Hiddink. O técnico holandês tinha dito que o Chelsea não era equipa para jogar na expectativa, mas foi precisamente isso que fez.

Frente a um Barcelona que tem dado espectáculo atrás de espectáculo, os «blues» decidiram ser realistas e preocuparem-se, acima de tudo, em impedir que o adversário jogasse. Com uma muralha de cinco elementos no meio-campo, e Drogba «abandonado» na frente, o Chelsea conseguiu evitar que o Barcelona criasse claras situações de golo. Bosingwa foi o «polícia» de Messi, e cumpriu muito bem a missão. O argentino ainda procurou outras zonas, mas nunca conseguiu desequilibrar.

Na primeira parte o Barcelona atacou muito mais, teve muito mais posse de bola, e também rematou mais, mas a melhor ocasião pertenceu ao Chelsea. A única ocasião dos «blues», diga-se, mas talvez a melhor do jogo. Márquez calculou mal um atraso para Valdés e deixou Drogba isolado, mas o guarda-redes do Barcelona evitou o golo com duas grandes intervenções.

Azar de Márquez e ainda menos Chelsea

Para Márquez foi uma noite triste. Se na primeira parte o mexicano tinha cometido o erro j+a referido, no início do segundo tempo acabou por lesionar-se sozinho, porventura com gravidade. Já com Puyol em campo, o Barcelona continuou a atacar mais, mas revelando sempre dificuldades para incomodar Cech. O Chelsea, por seu lado, ainda atacou menos.

Aos 69 minutos Samuel Etoo surgiu isolado, depois de se ter «livrado» dos dois centrais do Chelsea, mas depois permitiu a defesa de Cech. Pouco depois lance polémico, com Henry a cair na área, ficando a ideia de que foi puxado por Bosingwa (74m).

Já em período de descontos o Barcelona criou mais duas boas oportunidades, por intermédio de dois jogadores saídos do banco. Primeiro foi Bojan a cabecear por cima, e depois Hleb a permitir a «mancha» de Cech, quando estava em boa posição.

O nulo agrada ao Chelsea, mas deixa tudo em aberto para a segunda mão. Em Stamford Bridge os «blues» vão jogar de forma mais aberta, e o Barcelona, já se sabe, joga da mesma forma em todos os campos. Contudo, Pep Guardiola terá de contornar a ausência certa de Puyol (castigado) e a mais que provável de Márquez (lesionado).

FICHA DE JOGO:

Liga dos Campeões

Primeira mão das meias-finais

Estádio Camp Nou, em Barcelona

BARCELONA: Valdés; Daniel Alves, Márquez (Puyol, 52m), Piqué, Abidal; Touré, Iniesta e Xavi; Messi, Etoo (Bojan, 82m) e Henry (Hleb, 87m)

Suplentes: Jorquera, Gudjohnsen, Keita e Sylvinho

CHELSEA: Cech; Ivanovic, Alex, Terry, Bosingwa; Essien, Obi Mikel, Lampard (Belletti, 71m), Ballack (Anelka, 90m) e Malouda; Drogba

Suplentes: Hilário, Di Santo, Kalou, Mancienne e Stoch.