A partida prometia ser muito equilibrada, entre duas equipas que estavam coladas na classificação com 28 pontos e à espreita dos lugares europeus. Mas não foi assim. Mesmo sem deslumbrar, o Belenenses mostrou desde cedo que estava melhor. Depois de dois primeiros remates tímidos, de Amaral e Cândido Costa, a equipa do Restelo chegou à vantagem aos doze minutos, na sequência de uma grande penalidade a punir falta de Ricardo Fernandes sobre Dady.

O Nacional ainda não tinha feito um remate à baliza e já estava a perder. E mesmo em desvantagem a situação não melhorou. As aproximações à baliza de Marco eram feitas sobretudo através de bola parada, com os livres de Bruno Amaro e os cantos de Juliano, mas mesmo assim sem perigo. Mas se a nível ofensivo as coisas não estavam a sair bem, lá atrás não estavam melhores, com várias perdas de bola em zona proibida a evidenciar uma anormal falta de concentração.

O único lance de destaque pela positiva para o Nacional, no primeiro tempo, surgiu aos 37 minutos. Um passe de Chainho deixou isolado Cássio, mas o avançado rematou ao lado. O Belenenses, que se estava a deslumbrar em demasia, percebeu que tinha de aproveitar as facilidades de que dispunha, pelo que dilatou a vantagem aos 40 minutos. Dady recebeu a bola à entrada da área, passou com distinção por Ávalos e rematou forte de pé direito para o fundo da baliza. A equipa do Restelo conseguia regressar aos balneários com uma vantagem mais segura e que castigava justamente os erros do Nacional.

Oferecer o domínio mas continuar a controlar

Carlos Brito não estava (naturalmente) satisfeito com a prestação da sua equipa e ao intervalo colocou Diego José e Leandro do Bomfim nos lugares de Bruno e Rodrigo. O Nacional conseguiu equilibrar a partida e repartir as oportunidades, mas isso era muito pouco para entrar na discussão do resultado. O lance mais perigo foi protagonizado por Diego José, que surgiu isolado após um pontapé de Diego Benaglio, mas o avançado adiantou muito a bola e permitiu a antecipação de Marco.

O Belenenses deu sempre a ideia de ter a partida controlada, com segurança defensiva e sem deixar de tentar dilatar a vantagem, sobretudo através de contra-ataque. A equipa do Restelo podia mesmo ter feito o terceiro, a dez minutos do fim, mas Diego Benaglio defendeu com o pé um remate de Ruben Amorim já no interior da área e deixou tudo na mesma.