Marinho

O melhor jogador da Naval e também o melhor em campo, um conforto para a vista, face a tanta qualidade. Foi o primeiro a levar perigo à baliza de Júlio César, atirou ao poste na recarga para golo de Godemeche, nunca se rendeu à defesa da casa perante a possibilidade de marcar. Não conseguiu, mas não perde o mérito de fazer da Naval uma equipa forte, consistente e determinada. Um exemplo para os companheiros.

Gilmar

O veterano Gilmar regressou à equipa ao fim de dois meses de recuperação e, mesmo com 35 anos, é indiscutível a sua influência no meio-campo. A experiência do brasileiro superou eventual falta de ritmo e garantiu a vitória da Naval já em período de descontos, depois de uma defesa incompleta de Júlio César a remate de Simplício. Antes, ao fim de quatro minutos em campo, atirou uma bomba que o guarda-redes da casa conseguiu desviar para canto.

Godemeche

Teve um papel importante no meio-campo, na frente nem por isso, mas estava no sítio certo quando a Naval precisou. Marinho acertou no poste, o francês bateu Júlio César, naquele que foi o seu primeiro no campeonato.

Wender

Jaime Pacheco preferiu Marcelo a Wender de início, relativamente à convocatória do Leixões, mas o golo de Godemeche aos 21 minutos precipitou a entrada do brasileiro. Wender entrou consciente da difícil tarefa de contribuir para o melhor resultado da sua equipa, o que conseguiu à beira do intervalo. Marcelo desmarcou-o na frente e o atacante bateu Peiser sem hesitação. No reatamento, falhou por centímetros o 2-1, na resposta a um cruzamento de Zé Pedro. Quebrou na recta final, mas foi, indiscutivelmente, o responsável pela recuperação dos azuis no marcador e no relvado. Igualou Marcelo e Zé Pedro entre os melhores marcadores da equipa, com três golos.