«Continuo sem saber o que fiz de mal. É preciso algemar alguém só porque deixou os seus documentos no automóvel? Trata-se de um acto de racismo? Deixo a resposta para vós. Mas parece-me claro, não?», respondeu Boussoufa à comunicação social belga, à qual se dirigiu em «estado de choque».

O presidente da câmara de Bruxelas, Freddy Thielemans, ordenou um rigoroso inquérito sobre a situação. A polícia de Bruxelas, por seu lado, reagiu há poucos instantes e colocou-se ao lado dos agentes acusados.

«Às 13h42 recebemos um telefonema, indicando a presença de um vendedor de estupefacientes no café em questão. Os agentes tentaram identificar todos os que se encontravam no estabelecimento, mas o senhor Boussoufa e o seu primo recusaram-se a cooperar e tornaram-se agressivos.»

A polícia nega qualquer acto de racismo ou discriminação.