«Capital de queixa tem o Benfica e nunca se comportou desta forma. Já sabíamos que havia um clube que queria derrubar a actual Direcção da Liga e queria fazê-lo desde o Apito Final. Ficámos hoje [segunda-feira] a saber que a posição da Direcção do Sporting é uma vez mais coincidente com este clube do Norte», criticou o Benfica, em conferência de imprensa, na Luz, através do director de comunicação João Gabriel, lembrando, porém, que «se há coisa que o presidente da Liga já demonstrou é que tem coluna vertebral e não tem medo de enfrentar Soares Franco nem qualquer aliado de Soares Franco.»

Sobre as acusações do Sporting ao árbitro Lucílio Baptista e ao futebol português, o responsável argumentou que «se há clube que está completamente à vontade em relação à verdade desportiva é o Benfica». «Todos recordamos o percurso que levou até ao Apito Dourado e Apito Final. E o único contributo do Sporting que vimos em relação à verdade desportiva foi ver o seu presidente sentado constantemente ao lado de Pinto da Costa», defendeu.

João Gabriel disse que foi «sem surpresa, mas com muita paciência» que o Benfica acompanhou «a campanha montada desde sábado à noite pela Direcção do Sporting» e «cujo único objectivo é o de condicionar o desempenho de quem tem responsabilidades pela arbitragem até ao fim do campeonato». «O Sporting quer garantir o segundo lugar, o Benfica continua a pensar no primeiro», acrescentou.

Na comunicação foram, também, abordadas as derrotas do Benfica no Dragão para o campeonato e do Rio Ave na Taça da Liga frente ao Sporting. «Há uma fronteira clara entre frustração de uma derrota e tremendo mau perder. Já se esqueceram do que aconteceu no Dragão, da forma como o F.C. Porto empatou? Recordam-se da postura do Benfica? Todos tiveram uma dignidade que a Direcção do Sporting não teve e esse jogo representava para o Benfica a liderança na Liga. Será que o Sporting esqueceu a forma como ganhou ao Rio Ave? Não recordo nenhuma manifestação de pesar», observou João Gabriel.

Com a taça conquistada no Algarve em exposição na mesa, João Gabriel defendeu a transparência com que a mesma foi conquistada. «Temos orgulho na taça da Liga, que resultou de um percurso completamente transparente até à final, algo que outros não podem assumir», afirmou, recordando: «O jogo não acabou ao minuto 74 e o Benfica também tem razões de queixa da arbitragem, nomeadamente no capítulo disciplinar, já que Polga e Derlei deviam ter sido expulsos.»