(continuação da parte I)

JANEIRO de 2014: 5 jogos (5V)

. O ano novo não podia começar melhor. Cinco compromissos oficiais e cinco vitórias, entre elas a mais saborosa e ansiada de todas: 2-0 sobre o FC Porto no Clássico da Luz. Rodrigo e Garay são os marcadores de serviço, os dragões ficam em definitivo para trás. Para Jesus, as águias são «muito superiores» aos dragões.

O Benfica faz, curiosamente, todos os jogos deste mês no Estádio da Luz. A fortaleza torna-se robusta e intimidante, tanto no campeonato como na Taça da Liga, as provas em questão. Na principal competição, o Marítimo perde por 2-0, bis de Rodrigo. O hispano-brasileiro começa a tornar-se um caso muito sério.

FEVEREIRO de 2014: 7 jogos (6V, 1E)
. Só o empate no terreno do Gil Vicente, logo no dia 1, impede mais um mês imaculado para o Benfica. Nesse jogo, Óscar Cardozo falha uma grande penalidade no último minuto. Jorge Jesus desdramatiza a situação: «Jogadores têm autonomia para decidir».

A estrutura mental da equipa está forte e recomenda-se. A igualdade não atrapalha a convicção do Benfica. No reencontro com o Sporting, dez dias mais tarde, a superioridade é total. 2-0 para o Benfica, tango argentino com golos de Nico Gaitán e Enzo Pérez.

«É o melhor período do Benfica», vinca Jorge Jesus. Os resultados dão-lhe razão, mesmo na Liga Europa, onde o PAOK não se mostra um oponente à altura: 0-1 em Salónica e 3-0 na Luz.

MARÇO de 2014: 8 jogos (6V, 1E, 1D)
. O calendário aperta, a exigência aumenta e o Benfica confirma, a cada semana, ter muitas e boas soluções. Soluções que os adversários diretos, Sporting e FC Porto, lamentam não ter. É verdade que a equipa perde no Dragão para a Taça de Portugal (um lapso corrigido na segunda-mão) e apanha um susto valente contra o Tottenham na Liga Europa, mas no campeonato o guião é cumprido na íntegra.

As deslocações prometem problemas e o Benfica supera tudo na perfeição. Restelo, Choupana e Braga são ultrapassados com distinção. Em poucas jornadas o FC Porto fica a 15 pontos e o Sporting a sete. Jesus evita cometer o erro de anos anteriores e sustém o discurso de glória: «Em Espanha o Real Madrid passou para terceiro em duas rondas».

ABRIL de 2014: 5 jogos (5V)
. Irrepreensível. O Benfica não quebra, em oposição ao ocorrido em épocas anteriores. Na Liga Europa ultrapassa com assinalável naturalidade o AZ Alkmaar, na Taça de Portugal chega a ser heroico ao eliminar com dez jogadores o FC Porto, no campeonato Rio Ave e Arouca não são obstáculos suficientemente incómodos.

Até que chega a tarde desejada e o jogo do título.

Frente ao aflito Olhanense, os jogadores adiam até ao minuto 57 a explosão de alegria nas bancadas. Lima veste uma vez mais a pele de super herói e faz os dois golos do duelo.

O Benfica é campeão nacional pela 33ª vez!