Nuno Gomes

O melhor em campo esta noite. Sempre muito activo na frente, com um jogo simples e extremamente eficaz, funcionando como um «pivot» à frente da área, de costas para a baliza, jogando quase sempre ao primeiro toque, a libertar um companheiro. A sua classe fez-se notar logo no arranque da partida, com um toque de calcanhar a abrir caminho para Reyes. Nunca deixou o Marítimo sair a jogar, exercendo desde logo pressão sobre a defesa e ganhando, assim, muitas bolas. Esteve no lance do segundo golo, a contribuir para a dinâmica da bonita jogada, recebendo um passe vertical de Miguel Vítor para, com mais um toque de primeira, libertar Ruben Amorim à sua direita.

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Cardozo

Matador! No jogo corrido revela dificuldades em acompanhar a técnica dos seus companheiros, perdendo muitas bolas com más recepções, além de demorar a ganhar velocidade quando tem espaço pela frente, enrolando-se muitas vezes com a bola, mas no seu «habitat» natural, no coração da área, não perdoa. Se a defesa contrária falha e permite que a bola chegue em condições aos pés do paraguaio dá golo pela certa. Pelo menos esta noite, como já tinha sido no Bonfim, foi assim. Duas oportunidades flagrantes, dois golos. Na segunda parte somou mais uma mão cheia de remates, quase todos fora da área, quase todos sem a melhor direcção.

Reyes

Mais um bom jogo do espanhol a explorar a sua boa técnica na direita, encarando os adversários no relvado, como os forcados encaram os touros na arena. Fixa os olhos no seu marcador de serviço, corre na sua direcção, diminuindo o ângulo de visão do oponente, para depois o ultrapassar com um imperceptível drible, quase sempre com o pé esquerdo, escapando para o interior do campo. Um lance que se repetiu por várias vezes, provocando sérios danos na consistência defensiva madeirense, arrastando Luís Olim no seu encalço e obrigando os centrais a ir ao seu encontro. Foi dos seus pés que saiu o terceiro golo, na marcação de um livre, em que a bola sobrou para Cardozo. Na segunda parte a sua influência no jogo caiu a pique.

Paulo Jorge

Um bom regresso à Luz sem manifestar ressentimentos. Ao contrário de Manú, sempre muito impulsivo, destacou-se pelo seu jogo tranquilo, procurou, em conjunto com Bruno, oferecer alguma estabilidade à sua equipa, com um jogo mais pensado, levantando bem a cabeça antes de soltar a bola. Além disso, a jogar sobre a direita, procurou fugir à dura marcação de David Luiz sobre o flanco, procurando oferecer linhas de passe aos seus companheiros com deslocações para o centro.

David Luiz

Foi feliz na forma como desbloqueou o marcador, com um cruzamento que tinha tanto de inofensivo que ninguém lhe tocou. Mas da posição de onde rematou, revela bem a contribuição que o defesa deu ao ataque, subindo inúmeras vezes pela ala, libertando Aimar para a zona central. A defender foi implacável, fechando as portas a Paulo Jorge e combinando muito bem com Miguel Vítor nas compensações. Mas quando o Benfica tinha a bola, lá ia ele, a subir pelo terreno.

Bruno

Bom jogo do capitão dos madeirenses que recorreu à sua larga experiência para serenar a equipa nos momentos de maior sufoco. Esteve nos dois lances dos golos do Marítimo: marcou o livre que permitiu a Marcinho marcar de cabeça e converteu ele próprio a grande penalidade.