Mesquita Machado, presidente da Câmara Municipal de Braga e ex-presidente da Mesa de Assembleia da Federação, disse mesmo que tinha havido uma troca de árbitros em relação ao inicialmente previsto. A Liga iniciou um processo de inquérito e tentou ouvir Mesquita Machado como testemunha, mas o dirigente nunca compareceu às inquirições.

Ora por isso, e após análise das provas existentes, a Comissão Disciplinar da Liga concluiu que não ficaram provadas as acusações bracarenses de que tivesse havido «condicionamento, pressão ou coacção» sobre o árbitro Paulo Baptista, nem que «tivesse havido alteração dos árbitros inicialmente escalados para o jogo em questão».

António Salvador castigado com suspensão de dois meses

Para além disso, António Salvador e Carlos Freitas, presidente e manager do Sp. Braga, foram ainda castigados em 45 e 20 dias de suspensão, respectivamente, aos quais acrescem multas de 1500 euros para o presidente e 750 euros para o manager, pelas declarações proferidas no final do jogo com o Benfica relativamente a Paulo Baptista.

António Salvador foi ainda castigado com mais uma suspensão de 30 dias e uma multa de 1250 euros pelas declarações proferidas contra o árbitro do jogo com o F.C. Porto. Ora por isso, a Comissão Disciplinar da Liga decidiu apensar os dois processos e castigar o presidente do Sp. Braga com suspensão de dois meses e multa de 2750 euros.

A Comissão Disciplinar da Liga decidiu ainda arquivar os processos disciplinares instaurados aos árbitros Paulo Baptista e Paulo Costa por participação do Sp. Braga. Recorde-se que Paulo Baptista dirigiu o Benfica-Sp. Braga, que terminou com a vitória encarnada (1-0) e Paulo Costa arbitrou o Sp. Braga-F.C. Porto, que os azuis e brancos venceram por 2-0.