José Mourinho, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após a vitória sobre o Nápoles por 2-0 na 6.ª jornada da fase de liga da Champions:

Análise ao jogo

«Grande vitória e grande jogo coletivamente e individualmente. Não houve um único jogador em campo que não tivesse feito um grande jogo. Foram fantásticos como equipa. Defensivamente, tiveram uma grande coesão contra uma equipa que cria desenhos táticos muito difíceis de contrariar. Com bola, interpretaram bem o que pensámos e o Ivanovic deu muita saída em profundidade.

Acho que hoje será mesmo muito, muito difícil que os experts em atacar o Benfica o consigam fazê-lo por muito que tentem porque o Benfica fez efetivamente um grande jogo.»

Benfica entrou bem, ao contrário do que aconteceu contra o Sporting…

«O trabalho, em termos de preparação de jogo, foi muito igual ao que fizemos com o Sporting. Definimos princípios para os diferentes momentos do jogo. Não temos muito tempo para os trabalhar, mas tentamos fazê-lo de forma muito sistemática e objetiva. Conta o Sporting cometemos um erro inicial que nos custou um golo que trouxe um período de intranquilidade e a exibição da equipa não é completa porque não foi do primeiro ao último minuto. Hoje a coisa foi diferente. Os jogadores foram muito fortes do primeiro ao último minuto e contra uma equipa muito forte que ganhou duas vezes o campeonato de Itália nos últimos três anos. O Nápoles é uma equipa muito forte, com jogadores muito fortes e um treinador fantástico. Só que o Benfica foi efetivamente muito melhor hoje.

Prestações de Ivanovic e de Tomás Araújo? Adeptos não esperavam estas escolhas

«São escolhas que têm muito pensamento por trás e muita análise. E são escolhas que fazem com que os rapazes que trabalham comigo às vezes me odeiem, porque eu sou chato, persistente e não deixo ninguém ir para casa enquanto não tiver tomado decisões. E pensámos que contra um jogador profundíssimo e rapidíssimo como o Hojlund devia estar em campo o nosso jogador mais rápido, que é o Tomás. Por outro lado, contra uma equipa que quer defender ao homem e que quer que os jogadores se aproximem do meio-campo para serem encurralados, em vez de ter um jogador tão técnico como o Pavlidis, era melhor termos um jogador que procurasse a profundidade e descompactar uma equipa muito compacta.

À partida todos os treinadores decidem bem. Depois, lá dentro são os jogadores lá dentro que fazem com que decidamos bem ou mal. E foram eles os responsáveis por eu ter decidido bem.»