Como é hábito, está na hora de fazer as contas finais, após o término da Liga 2018/19.  Como sempre foi um ano de figuras, recheado de revelações e deceções, e também de pontos baixos e altos.

O Maisfutebol analisou a edição do campeonato por aquilo que foi e, também, por aquilo que não foi, nomeadamente no que diz respeito a quem ficou aquém do esperado. Apresentamos, também, os onzes mais utilizados na Liga por cada um dos 18 emblemas.

Fica então aqui, o balanço do campeonato que terminou no último domingo. Para o ano há mais.

BENFICA, 1.º classificado (87 pontos)

FIGURA: Pizzi - O transmontano foi o elemento mais regular do Benfica. Começou a época em cheio com Rui Vitória e subiu de rendimento com a entrada de Bruno Lage, pese embora tenha mudado de posição. Marcou golos como sempre e assistiu como nunca (rei da assistências da Liga). Foi, no fundo, o comandante dos encarnados em todas as horas. 

REVELAÇÃO: João Félix - A estreia a marcar no dérbi contra o Sporting não foi suficiente para convencer Rui Vitória a dar-lhe a titularidade, oscilando entre o banco de suplentes e bancada. Viu o seu estatuto alterado com a entrada de Lage e assumiu-se como o rosto do melhor Benfica da época: 13 golos e várias exibições de qualidade, a maior de todas em Alvalade.

DECEÇÃO: Ferreyra - Escolha óbvia. Apontou um golo em 282 minutos na Liga e recebeu guia de marcha em dezembro. A maior aposta falhada da temporada das águias.

MELHOR MOMENTO: Ultrapassagem no Dragão - A reviravolta em casa do FC Porto permitiu ao Benfica chegar ao primeiro lugar e embalar definitivamente para o título.

PIOR MOMENTO: Vitória vê a luz apagar-se - Um autogolo de Jardel e outro de Rúben Dias são as lembranças mais fortes de uma noite trágica em Portimão. O fim de uma série de oito jogos sem perder levou Vieira a despedir Rui Vitória. O técnico ribatejano deixou as águias a sete pontos do líder FC Porto.

ONZE BASE: Odysseas, André Almeida, R. Dias, Jardel, Grimaldo; Pizzi, Gabriel, Fejsa e Rafa; Félix e Seferovic.

FC PORTO, 2.º classificado (85 pontos)

FIGURA: Alex Telles - Rei das assistências na Liga na temporada passada, teve o mérito de não baixar a fasquia. Exímio cobrador de bolas paradas, revelou-se especialista na marcação de grandes penalidades e viveu a época mais profícua da carreira. Fiável como sempre.

REVELAÇÃO: Militão - Quem ainda se lembra de Marcano? Seis meses bastaram para convencer o Real Madrid a pagar 50 milhões de euros pela sua contratação. Quer no eixo defensivo, quer a lateral, o internacional brasileiro foi sempre um dos melhores dos dragões e indiscutível para Sérgio Conceição. Não é pouco, aos 21 anos.

DECEÇÃO: Riechedly Bazoer - Teve tantos golos como processos disciplinares. Nunca correspondeu às expetativas e saiu em dezembro com apenas três jogos disputados.

MELHOR MOMENTO: Igualado recorde nacional absoluto de vitórias consecutivas em Portugal - depois da derrota na Luz, os azuis e brancos arrancaram 18 triunfos seguidos, a melhor série de sempre do clube. O ciclo fechou-se em Alvalade (0-0).

PIOR MOMENTO: Derrota no Clássico - Foi no Dragão que o FC Porto desperdiçou a maior oportunidade para renovar o título de campeão nacional. Adrián marcou para os portistas, mas os miúdos de Lage conseguiram a reviravolta com golos de Félix e Rafa. Rude golpe nos portistas.

ONZE BASE: Casillas; Maxi, Felipe, Militão e Telles; Corona, Danilo, Herrera e Brahimi; Marega e Tiquinho.

Sporting, 3.º classificado (74 pontos)

FIGURA: Bruno Fernandes - Já não sobram adjetivos para a época do médio leonino. Regressado a Alvalade, o internacional português rubricou uma época absolutamente memorável e tornou-se no médio mais goleador de sempre do futebol europeu. O campeonato português tornou-se demasiado pequeno para o capitão dos leões.  

REVELAÇÃO: Luiz Phellype - Wendel seria outra hipótese, mas o avançado recrutado ao Paços de Ferreira para ser alternativa a Bas Dost, foi forçado a tornar-se na referência ofensiva em Alvalade. E correspondeu: marcou oito golos em 14 jogos. Nada mau para quem veio de um escalão inferior.

DECEÇÃO: Viviano - Um reforço que nunca o foi. Chegou com peso a mais, lesionou-se no aquecimento do primeiro jogo. Enfim, a sua passagem por Alvalade dava para escrever um livro como o próprio admitiu. Voltou a Itália no inverno..

MELHOR MOMENTO: efeito Keizer - Após a entrada do treinador holandês, o Sporting arrancou para um ciclo de sete vitórias consecutivas - ficou a dois pontos do líder FC Porto - até cair com estrondo em Guimarães.

PIOR MOMENTO: Leão domado no dérbi eterno – 2-4 frente ao Benfica, em casa. Uma derrota dolorosa e por números que não se viam há quase uma década.

ONZE BASE: Renan, Ristovski, Coates, Mathieu e Acuña; Gudelj, Wendel, Bruno Fernandes; Diaby, Dost e Raphinha.

Sp. Braga, 4.º classificado (67 pontos)

FIGURA: Dyego Sousa – 15 golos dizem tudo sobre a sua importância nos bracarenses. Foi o principal responsável pela excelente primeira volta do Sp. Braga e acabou premiado com uma chamada à seleção de Portugal. Provou que é um avançado bacteriologicamente puro.

REVELAÇÃO: Tiago Sá – Nem parecia um estreante. Justificou a aposta de Abel e manteve o mesmo nível ao longo de toda a época ao contrário da restante equipa.

A DECEÇÃO: Diogo Figueiras: Fez o último jogo pelos minhotos a 26 de agosto (!). Depois de um confronto com os adeptos, o lateral-direito passou a ver os jogos… da bancada.

MELHOR MOMENTO: abate ao leão - Depois da eliminação surpreendente da Liga Europa, um triunfo por 1-0 frente ao Sporting, logo na 5.ª jornada, prometia uma equipa capaz de lutar pelo título. O Sp. Braga ficou-se pela promessa.

PIOR MOMENTO: goleada na Luz, 6-2 - Com hipótese de cumprir o sonho do seu presidente, o Sporting de Braga foi arrasado pelo Benfica na Luz. Sofreu seis golos e confirmou que ainda não tem estofo para ombrear com os três crónicos candidatos.

ONZE BASE: Tiago Sá, Goiano, Bruno Viana, Raul Silva e Sequeira; Esgaio, Claudemir, Fransérgio e Horta; Wilson e Dyego Sousa.

V. Guimarães, 5.º classificado (52 pontos)

FIGURA: Tozé - Em boa hora regressou a casa. Foi sinónimo de golos em Guimarães, na fase mais delicada da temporada, e confirmou tudo o que esperava de si.

REVELAÇÃO: Joseph - Pulmão, inteligência e qualidade de passe. Ainda que gerido com pinças, o ganês cumpriu 15 jogos. A merecer atenção para o ano.

DECEÇÃO: João Carlos Teixeira - A distinção ficaria igualmente bem a Francisco Ramos. Tarda em demonstrar o potencial que evidenciou no período de formação. Titular em apenas cinco jogos da Liga.

MELHOR MOMENTO: reviravolta no Dragão - Ao intervalo perdia por 2-0. Chegou ao 2-3. Tudo dito.

PIOR MOMENTO: Aves assalta Castelo - Terceira derrota seguida, a Europa mais longe. Luís Castro era um treinador desiludido conforme admitiu.

ONZE BASE: Douglas, Sacko, Osorio, Pedro Henrique e Rafa; Wakaso, Joseph e Mattheus; Davidson, Guedes e Tozé.

Moreirense, 6.º classificado (52 pontos)

FIGURA: Arsénio - Melhor época da carreira na Liga. Nunca tinha jogado a um nível tão alto durante tanto tempo. A liderança do grupo assenta-lhe bem.  

REVELAÇÃO: Chiquinho - Quantos chegam da II Liga a um dos crónicos candidatos ao título? Poucos. Quantos saltam do segundo escalão para a Liga e fazem o melhor ano da carreira? Contam-se pelos dedos das mãos. A dúvida é: onde jogará para o ano?

DECEÇÃO: Patito Rodríguez - As exibições não corresponderam ao currículo assinalável - Estudiantes, Santos e AEK. Foi duas vezes titular sem qualquer golo marcado.

MELHOR MOMENTO: Luz em silêncio - Em desvantagem desde o minuto 2, o Moreirense conseguiu a reviravolta ainda na primeira parte e confirmou o triunfo na etapa complementar. Um resultado que não surpreende em virtude da qualidade de jogo dos cónegos.

PIOR MOMENTO: 5.º lugar foge na despedida da Liga - O Moreirense esteve praticamente toda a segunda volta no último lugar de acesso às provas da UEFA. Porém, o final de época irregular custou um lugar histórico aos homens de Ivo Vieira que acabaram ultrapassados pelo vizinho Vitória.

ONZE BASE: Jhonatan, João Aurélio, Ivanildo, Halliche e Rúben Lima; Pacheco, Neto e Chiquinho; Pedro Nuno, Heri e Arsénio.

Rio Ave, 7.º classificado (45 pontos)

FIGURA: Galeno - Por fim, explodiu.  Para FC Porto ver.

REVELAÇÃO: Leo Jardim - Chegou, viu e roubou a titularidade a Makaridze. Garantiu muitos e bons pontos com defesas extraordinários. Esteve cedido pelo Grémio e seria um erro deixá-lo fugir.

DECEÇÃO: Miguel Rodrigues - Já foi uma das promessas da Liga, mas demora em afirmar-se. Não conseguiu ser o sucessor de Marcelo e saiu em janeiro com quatro jogos nas pernas.

MELHOR MOMENTO: Fim de dez jogos sem vencer em casa - Daniel Ramos arranca a primeira vitória em Vila do Conde e logo frente a um candidato à Europa.

PIOR MOMENTO: Jejum de nove jogos sem vencer com mudança de treinador - José Gomes sai para Inglaterra depois da derrota no Dragão. O Rio Ave esteve nove jogos sem conhecer o sabor da vitória, três deles já sob o comando de Daniel Ramos.

ONZE BASE: Leo, Nadjack, Semedo, Borevkovic, Coentrão; Jambor, Tarantini e Diego Lopes; Galeno, Bruno Moreira e Gabrielzinho.

Boavista, 8.º classificado (44 pontos)

FIGURA: Mateus - É como vinho do Porto. Foi, a par de Neris, o melhor jogador do Boavista durante a época. Cinco golos em 30 jogos. 34 anos? Nem parece.

REVELAÇÃO: Neris - Longe de ser um novato foi, contudo, um estreante. E foi chegar, ver e...encantar. Fez 32 jogos no ano de estreia na Europa e foi uma das melhores peças do xadrez.

DECEÇÃO: Sparagna - Com escola no Marselha, o francês foi uma das maiores desilusões de toda a Liga. Cumpriu apenas 225 minutos.

MELHOR MOMENTO: Lito reanimou a equipa - Duelo entre antepenúltimo e último apadrinhou a estreia do novo técnico. O triunfo por 1-0 permitiu à equipa embalar para uma reta final de bom nível.

PIOR MOMENTO: adeus a Jorge Simão - A derrota em casa com o Portimonense deixou o clube em zona de despromoção e esgotou a paciência dos adeptos e direção axadrezada. Com a entrada de Lito foi sempre a subir.  

ONZE BASE: Helton Leite, Carraça, Neris, Jubal e Talocha; Obiora, Rafael Costa e Espinho; Sauer, Yusupha e Mateus.

Belenenses, 9.º classificado (43 pontos)

FIGURA: Licá - Viveu uma segunda vida no Jamor. Onze golos na Liga e o estatuto de «Lord» esquecido.

REVELAÇÃO: Eduardo - Resgatado ao Internacional, não demorou a afirmar-se no onze e tornar-se um dos verdadeiros discípulos da filosofia de Silas.

DECEÇÃO: Nuno Tomás - Revelação no ano anterior, perdeu espaço. Nunca foi verdadeiramente aposta e cinco aparições depois, mudou-se para a Bulgária.

MELHOR MOMENTO: vitória sobre o Benfica - A única equipa que não perdeu com o campeão nacional. O melhor resultado foi mesmo o triunfo por 2-0, ainda na 8.ª jornada.

PIOR MOMENTO: 1-8 - Segunda derrota mais pesada de toda a Liga sofrida frente ao Sporting, na 32.ª jornada.  

ONZE BASE: Muriel, Diogo Viana, Gonçalo Silva, Sasso e Zakarya; Lucca, Nuno Coelho, André Santos e Eduardo; Licá e Keita.

Santa Clara, 10.º classificado (42 pontos)

FIGURA: Rashid - Chegou tarde a uma das principais ligas europeias, mas realizou uma época muito positiva: sete golos e três assistências em 25 jogos.

REVELAÇÃO: Bruno Lamas - Organizador do jogo ofensivo do Santa Clara. Irreverência e qualidade técnica, mostrou-se como um dos bons valores da Liga na sua posição.

DECEÇÃO: Malick Evouna - Apontado aos grandes, acabou por rumar ao clube açoriano e nunca mostrou o que vale: ficou em branco nos seis jogos que realizou.

MELHOR MOMENTO: 4-2 ao Boavista – Resultado mais expressivo da época logo na fase inicial.

PIOR MOMENTO: 1-3 frente ao Belenenses - Quarto desaire seguido em casa no período mais negativo da temporada.  

ONZE BASE: Marco, Patrick, César, Fábio Cardoso e Candé; Kaio, Rashid, Chrien e Lamas; Zé Manuel e Schettine.

Marítimo, 11.º classificado (39 pontos)

FIGURA: Joel Tagueu - Afirmou-se em definitivo depois de uns bons seis meses no ano anterior. Goleador-mor do Marítimo.

REVELAÇÃO: Leandro Barrera - Participou em 26 jogos e fez dois golos. Positivo para quem se estreou na Europa.

DECEÇÃO: Danny - Foi o reforço surpresa no jogo de apresentação, mas nunca correspondeu. Fez 16 jogos e partiu para a rescisão de contrato.

MELHOR MOMENTO: Sp. Braga afundado no Caldeirão - Vitória à imagem de Petit e que valeu a manutenção no campeonato.

PIOR MOMENTO: A despedida de Cláudio Braga da Liga - Derrota frente ao rival Nacional deixou o técnico em maus lençóis. Acabaria por sair no jogo seguinte após desaire frente ao Feirense (3-0) na Taça de Portugal.

ONZE BASE: Charles, Nanú, Zainadine, Áfrico e China; Vukovic, Jean Cléber e Correa; Barrera, Pinho e Joel Tagueu.

Portimonense, 12.º classificado (39 pontos)

FIGURA: Jackson Martínez - Rosto incontornável dos algarvios. Jogou o que o seu tornozelo deixou. Pese embora as dificuldades físicas, o colombiano fez nove golos em 26 partidas. Quem sabe nunca esquece.

REVELAÇÃO: Manafá - Velocidade, qualidade técnica e segurança. Brilhou em Portimão e voou para o Dragão.

DECEÇÃO: Pepê - A passagem pelas escolas do Flamengo criou muitas expectativas. Contudo, o brasileiro tratou prontamente de as arruinar. Jogou somente seis minutos.

MELHOR MOMENTO: Luzes apagadas - Porventura, no melhor jogo que fez em toda a época, o Portimonense bateu o Benfica por 2-0. Vieira viu a luz desvanecer e despediu Rui Vitória no dia seguinte.

PIOR MOMENTO: 3-1 em Alvalade - Em Portugal quem joga bem e não vence raramente tem vida fácil. O desaire em casa do leão atirou os alvinegros para a série mais negra da temporada.

ONZE BASE: Ricardo Ferreira, Tormena, Jadson, Lucas e Rúben Fernandes; Pedro Sá, Dener e Lucas Fernandes; Paulinho, Jackson e Tabata.

V. Setúbal, 13.º classificado (36 pontos)

FIGURA: Vasco Fernandes - Elemento imprescindível na equipa. Foi o coração da equipa e atingiu a marca dos 100 jogos na Liga.

REVELAÇÃO: Cádiz - Por fim, confirmou o estatuto de internacional venezuelano. Marcou dez dos 28 golos dos sadinos na Liga. Um avançado de qualidade que o Benfica já agarrou.

DECEÇÃO: Joel Pereira - Chegou cedido pelo Manchester United. Mostrou tão pouco que em janeiro foi devolvido.

MELHOR MOMENTO: 1-2 salvação em Trás-Os-Montes - Uma semana após um jogo que fez corar de vergonha quem gosta de futebol, o Vitória venceu em Chaves e garantiu a permanência.

PIOR MOMENTO: 0-3 ante o Boavista - O reflexo do que o futebol não deve ser. Sadinos tiveram três jogadores expulsos, um adepto invadiu o relvado e os jornalistas por pouco não foram agredidos.

ONZE BASE: Makaridze, Mano, Vasco Fernandes, Artur Jorge e André Sousa; Semedo, R Micael, Nuno Valente e Éber Bessa; Cádiz e Mendy

Desp. Aves, 14.º classificado (36 pontos)

FIGURA: Rodrigo - Explicou por que razão foi aposta do FC Porto B há uns anos. Fez a melhor época da carreira.

REVELAÇÃO: Mama Baldé - Correu tão bem que em março Inácio revelou que ia voltar ao Sporting.

DECEÇÃO: Mato Milos - Foi contratado pelo Benfica há dois anos e ainda não se percebeu porquê. Realizou apenas 223 minutos na Liga.

MELHOR MOMENTO: Manutenção no bolso - Vitória por 3-0 frente ao Belenenses confirmou o crescimento desde a entrada de Inácio e tornou a manutenção uma questão de tempo. Aliás, a participação avense na Liga 2019/20 ficou selada na jornada imediatamente a seguir.

PIOR MOMENTO: arrasados no Jamor - Sete meses depois, os avenses voltaram a um palco onde foram felizes e sofreram a derrota mais pesada da Liga (5-2). Nunca volte onde já foi feliz, lembra-se?

ONZE BASE: Beunardeau, Rodrigo, Ponck, Galo, Jorge Fellipe e Vítor Costa; Falcão e Vítor Gomes; Baldé, Derley e Luquinhas.

Tondela, 15.º classificado (35 pontos)

FIGURA: Tomané - Nenhum português fora dos quatro primeiros classificados fez mais golos que o avançado beirão. Figura incontornável da salvação (mais uma) in extremis do Tondela.

REVELAÇÃO: Xavier - Afirmou-se de vez na Liga, depois de alguns sinais positivos em Paços de Ferreira. Merece ser seguido com atenção.

DECEÇÃO: Pablo Sabbag - 56 minutos, um golo. Nada a acrescentar.

MELHOR MOMENTO: 5-2 «na final» - Na «final» contra o Desportivo de Chaves, o Tondela não deu a mínima hipótese: à meia hora vencia por 4-0. Não houve margem para sustos e o registo mantém-se imaculado: é uma das quatro equipas que nunca desceu de divisão.

PIOR MOMENTO: queda para a zona de descida - O cenário da descida começou a surgir no horizonte dos beirões depois da derrota na Madeira, a três rondas do final.

ONZE BASE: Cláudio Ramos, David Bruno, Ricardo Costa, Jorge Fernandes e Joãozinho; Bruno Monteiro, João Pedro e Peña; Xavier, Tomané e Delgado.

Desp. Chaves, 16.º classificado (32 pontos)

FIGURA: Eustáquio - Viajou para o México em janeiro e deixou o meio-campo flaviense órfão de um equilibrador. Uma perda que nem Tiago Fernandes e José Mota conseguiram colmatar.

REVELAÇÃO: Campi - Por incrível que pareça chegou à Europa apenas com 28 anos. Jogou o suficiente para ter uma nova oportunidade na Liga.

DECEÇÃO: João Teixeira - Será o primeiro a admitir que a época não lhe correu como desejava. Tem qualidade para fazer mais e melhor.

MELHOR MOMENTO: Stop ao Benfica - Um golo tardio de Ghazaryan permitiu ao flavienses serem a segunda equipa a roubar pontos aos encarnados na Liga, logo depois do Sporting. Ao contrário do que se previa, o Desportivo não iniciou um ciclo positivo, perdendo os oito jogos seguintes.

PIOR MOMENTO: regresso à II Liga - Bastava um ponto para a permanência. Porém, os flavienses foram derrotados por 5-2 em Tondela – já perdiam por 3-0 ao fim do primeiro quarto de hora.

ONZE BASE: António Filipe, Paulinho, Maras, Campi e Djavan; Jefferson, Gallo e Bressan; Singh, William e Niltinho.

Nacional, 17.º classificado (28 pontos)

FIGURA: Vítor Gonçalves - Numa época em que poucos jogadores se destacaram verdadeiramente no Nacional, Vítor Gonçalves foi um dos melhores. Não foi por ele que os madeirenses desceram.

REVELAÇÃO: Paločević - Embora o Nacional tenha poucas lembranças positivas da época, poucos pontos positivos, o sérvio deixou alguma curiosidade para ser visto noutro ambiente.

DECEÇÃO: Arabidze - Uma das maiores promessas da Geórgia. Revelou-se uma contratação desastrosa tal como o penálti que decidiu bater no último minuto do jogo com o Moreirense.

MELHOR MOMENTO: goleada ao Feirense - Imediatamente a seguir à vergonha sofrida na Luz, os insulares alcançaram o melhor resultado da temporada.

PIOR MOMENTO: 10-0 na Luz - Há 55 anos que não se assistia a um resultado igual. Um resultado que já não se usa entre equipas do mesmo escalão.

ONZE BASE: Daniel Guimarães, Kalindi, César, Diogo Coelho e Nuno Campos; Palocevic, Vítor Gonçalves e Jota; Witi, Róchez e Riascos.

Feirense, 18.º classificado (20 pontos)

FIGURA: Tiago Silva - Um toque de qualidade numa equipa onde esta não abundava.

REVELAÇÃO: Briseño - Afirmou-se em absoluta. Quarto jogador com mais minutos na Liga, merecia uma equipa à sua imagem.

DECEÇÃO: André Moreira - Carreira recheada de oportunidades desperdiçadas. Em Santa Maria da Feira não foi diferente: apenas cinco jogos disputados.

MELHOR MOMENTO: Berço conquistado - A vitória em Guimarães, a segunda nas duas primeiras jornadas, deixava o Feirense junto aos líderes da Liga. A partir daí foi sempre a descer.

PIOR MOMENTO: o registo que ninguém quer ter - A derrota frente ao FC Porto deixou o Feirense com um recorde que ninguém quer: somou o 23.º jogo sem triunfar, um registo sem paralelo.

ONZE BASE: Caio, Edson, Briseño, Bruno Nascimento e Vítor Bruno; Babanco, Crivellaro e Tiago Silva; Sturgeon, Edinho e Luís Machado.