João Diogo Manteigas, sócio do Benfica e candidato à presidência das águias nas últimas eleições, apresentou uma participação disciplinar contra André Villas-Boas.

Na base da queixa, noticiou o jornal A Bola e confirmou o Maisfutebol, estão afirmações do presidente do FC Porto na revista Dragões.

« (...) Uma associação desportiva portuguesa, conhecida por contratar "padres" para rezar "missas" em eventos desportivos, pediu ao Conselho de Disciplina da FPF para penalizar o FC Porto por revelar os conteúdos de tais escandalosas práticas religiosas. O FC Porto deseja sorte à justiça para provar a veracidade dos factos, em conformidade com a gravidade dos conteúdos, pois as probabilidades de aparecer um Gonçalves qualquer para ser usado como bode expiatório são altíssimas», escreveu Villas-Boas.

As declarações do presidente portista, publicadas no final de março, surgiram após um pedido de esclarecimento do Benfica ao Conselho de Disciplina relativamente ao caso dos «e-mails». Em comunicado, os encarnados consideraram «imperativo e urgente» que o CD esclarecesse as consequências e sanções desportivas a aplicar ao FC Porto após a condenação judicial dos dragões.

Na sequência da queixa de João Diogo Manteigas, que entende que o teor das queixas de Villas-Boas é ofensivo e difamatório, o Conselho de Disciplina da FPF deverá abrir um inquérito disciplinar ao presidente do FC Porto, podendo o mesmo ser convertido num processo disciplinar.