Criticado por não ter acompanhado devidamente Rodrigo Zalazar na Taça da Liga, Heorhiy Sudakov esteve debaixo de 'fogo' nesta semana. Porém, José Mourinho defendeu-o na antevisão ao Clássico, referindo que o passado do jogador num país em guerra é uma «atenuante» do erro.

«Os erros pagam-se. Eu tenho mais ou menos facilidade em aceitar determinado tipo de erro individual. Obviamente que o golo do Zalazar tem um mérito incrível do próprio, mas tem um demérito enorme nosso. Com outro jogador, com outra história, com outra experiência, com outra formação, teria mais dificuldade em aceitar do que aquilo que tive. No momento em que se fala de Sudakov pela difilculdade ao nível físico, porque não teve a pausa invernal como está habituado a ter... o contexto em que ele viveu não é de uma altíssima competição e altíssimo nível de responsabilidade. Ele vem do campeonato ucraniano, de uma Ucrânia que vocês conhecem. Onde o processo de treino que posso imaginar com enormes dificuldades. Não quero nem pensar em ter uma pessoa que amo num cenário de guerra sem saber qual é o último dia, sem saber se falei com eles pela última vez. Não quero imaginar o efeito disso num jovem jogador. O Sudakov tem crítica, mas tem apoio da minha parte. Obviamente não posso dizer: 'Olha, fizeste bem em deixar o Zalazar ir ali e rebentar com tudo'. Também não posso cruxificá-lo por uma situação que tem atenuantes.»

«O resto da pergunta que me fazes, se temos de pôr ali alguém, se calhar sim. Mas temos que pôr ali alguém que possa fazer pensar do outro lado: 'Cuidado, que este gajo pode lixar-me'. Mas entendo a questão.»