Bruno Lage, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após o jogo com o Rio Ave no Estádio da Luz:

[Pavlidis pareceu algo ansioso e por vezes trapalhão. O que se passa com ele e o que é possível à equipa fazer para o ajudar a voltar aos golos?]

«Não o senti trapalhão e até o achei sempre muito bem posicionado na primeira parte. Acabei de ver os lances. Há lances em que é fundamental entrar e estar na zona de finalização para dar espaço aos outros jogadores. (…) São tudo dinâmicas que temos de criar particularmente quando se joga contra uma linha de cinco defesas: três centrais muito fortes, mas também a oferecer muitos espaços aos outros jogadores, como foi o caso do Aktürkoglu.

O mais importante é olhar para o coletivo. Foi uma exibição que me agradou nesse aspeto. E uma vez mais com gente a sair do banco e a ajudar a equipa a ter energia, a consolidar a exibição e a marcar mais dois golos, o que nos deixa felizes.»

[Muitos adeptos dizem que Amdouni já merece uma oportunidade ou que Arthur Cabral também merece uma nova oportunidade devido ao momento de Pavlidis. Pondera mudar nos próximos jogos?]

«Toda a gente está a merecer muita coisa. Temos um plantel enorme. Os jogadores que têm saído do banco também têm ajudado a equipa e o que digo é: o Florentino hoje não jogou, mas não perdeu o lugar na equipa. São questões em que temos de ir analisando o rendimento, mas também o que é o melhor para a equipa em cada momento.

Hoje sentimos que podíamos ir sem o Tino e voltámos a utilizar o Pavlidis porque era o ponta de lança certo para fazer determinados movimentos em função da linha de três. Estamos muito satisfeito com o Arthur, e com o trabalho que o Zeki [Amdouni] vem fazendo. Ele pode ser utilizado em várias posições da frente. E a jogar de três em três dias não há lugares garantidos nem lugares em risco. Há, sim, a preocupação pelo que a equipa tem de fazer.»

[Recuou Kökcü para o miolo do meio-campo. Na época passada ele deu uma entrevista polémica na qual disse que estava preso a missões mais defensivas. Teve alguma conversa com ele na preparação para este jogo?]

«Entendo a sua pergunta, mas se eu estiver preocupado com o que se passou no ano passado ou com entrevistas dos jogadores… É muito simples: decidimos a estratégia, confiamos que os jogadores conseguem desempenhá-la e eles têm de corresponder em termos coletivos e com todo o talento que têm. Para este jogo abdicámos de ter um médio como o Florentino e sentimos que podíamos abordar este jogo com apenas dois médios. Mas quer o Fredrik, quer o Kökcü interpretaram muito bem o momento ofensivo. (…) O importante é os jogadores entenderem a dinâmica. Não falo com ninguém em particular para explicar o que vai acontecer a cada momento ou para saber se estão felizes ou satisfeitos pela forma como vamos jogar. Mas claro que me preocupa eles estarem todos confortáveis e saberem o que têm de fazer em campo.»