José Mourinho voltou a abordar a suspensão de onze dias de que foi alvo depois do triunfo do Benfica sobre o Vitória (3-0) em jogo da 27.ª jornada da Liga. O Benfica apresentou uma providência cautelar que permitiu ao treinador estar no banco na tarde deste sábado.
Em relação ao castigo de onze dias que foi suspenso, sente que está a ser perseguido?
«Não sinto que estou a ser perseguido pelo simples motivo que é o meu primeiro castigo desde que estou o Benfica. Não há antecedentes, nunca fui expulso no campeonato português e nas competições portuguesas. Não posso falar em expulsões, castigos, injustiças e perseguições porque nunca fui expulso, foi a primeira vez. Mas, foi evidente demais que aquilo que me acusam não é verdade. Foi evidente demais. Surpreende-me o castigo porque tem como base uma mentira. A justiça. A nível desportivo ou social, deve partir sempre da verdade e não da mentira. Felizmente, vi imagens que mostram claramente que não chutei a bola para o banco do meu adversário. Chutei a bola para o público, como já tinha feito três, quatro, cinco vezes, só que, desta vez, quiseram interpretar deste modo. Agora perseguição não porque não há antecedentes».
Equacionou a possibilidade de não ir para o banco e «matar» já este castigo?
«Não, porque eu e o Benfica, apesar de às vezes as provas serem em contrário, queremos acreditar na justiça. Porque motivo devo ser castigado? Devo ter quase recorde mundial de expulsões, não sei mais algum teve mais expulsões do que eu. Tive tantas em todos os países, mas sei reconhecer quando sim e quando não. Esta expulsão é uma comédia e o castigo é uma trágicomédia. Não ter estado no banco em Arouca foi injusto e não estar hoje seria uma dupla justiça. Portanto, vamos para o banco hoje, sem problema e, se eventualmente, vier posteriormente será uma prova que nem sempre a verdade é posta em cima da mesa. Toda a gente viu».