José Mourinho, treinador do Benfica, em declarações à Sport TV, depois da vitória sobre o Santa Clara (2-1), nos Açores, no jogo de abertura da 22.ª jornada da Liga.
Benfica mais incisivo na primeira parte
«São três pontos muito importantes, como eu dizia antes do jogo, precisávamos desesperadamente de pontos para olhar para cima e não para o Braga ou Gil Vicente, que é lógico e óbvio. Era muito importante ganharmos este jogo, foi aquilo que nós conseguimos, na minha opinião, com todo o mérito. O jogo podia ter sido obviamente diferente. Houve momentos que podiam ter criado um jogo diferente, mas acho que é muito difícil marcar grandes penalidades a favor do Benfica. Depois o Trubin tem aquela infelicidade que acaba abrir o jogo, depois o Santa Clara sempre motivado, sempre a trabalhar, à procura de não sofrer mais golos que acabassem com o jogo e para poder chegar aos minutos finais onde às vezes conseguem pontos um bocadinho contra o contexto do jogo. Defendemos bem, principalmente jogando com bola no campo adversário e a vitória é merecida num campo extraordinariamente difícil».
Sobre o relvado
«Não tem a ver água, chuva ou vento, tem a ver com o campo. Inclusivamente alguns jogadores do Santa Clara com quem conversei, eles próprios lamentam este campo. Nem para eles é bom. Fiquei surpreendido ao saber que a responsabilidade do Santa Clara neste relvado é nula porque não têm condições para melhorar o campo que está sob o controlo do Governo regional. Não sou o Petit, já não vou voltar a jogar aqui, mas como gosto do Petit, como gosto dos Açores e gosto do Santa Clara eu quase que fazia um apelo ao Governo Regional para porem aqui um campinho melhor porque eles merecem.»
Tomás Araújo à direita
«Sabíamos que, em condições normais, o ala do Santa Clara seria sempre um jogador muito rápido, fosse o Gabriel, fosse o Vinicius, qualquer um deles são jogadores muito rápidos e para jogadores muito rápidos, laterais muito rápidos e o Tomás é muito rápido. O António tem jogado muitos jogos e sabíamos as garantias que ele podia-nos dar. Confiança total no Banjaqui, mas o miúdo, neste jogo difícil, fora de casa, de início, preferimos ir pelo Tomás até porque, quando preparámos o jogo durante a semana, pensámos que estaria muita chuva, que o campo estaria pior do que este, quer seria muito jogo direto e para jogo direto preferimos mais um homem poderoso, seja a defender, seja a atacar. Foram os três pontos que era aquilo que precisávamos.»
O Tomás teve algumas queixas
«Espero que não seja nada. Pedi-lhe a ele e ao departamento médico para aguentarem até ao intervalo, porque queimar um slot na primeira parte é difícil. Ele aguentou, ao intervalo pensei que ele podia sair, mas ele disse que não, penso que não seja necessário, por isso fomos para a frente.»
Olhando para a frente, vem aí o Real Madrid
«É um jogo de alta exigência, seguramente que sim, mas vamos jogar só a primeira parte. Na Luz não haverá Trubin a ir lá à frente porque é a primeira parte e estou muito, muito habituado a este topo de eliminatórias, fiz toda a minha vida. Muitas vezes as pessoas pensam que este resultado é o resultado que se necessita no primeiro jogo porque assim porque assado, mas digo sempre que não há nenhum resultado que seja definitivo. É a primeira parte que vamos jogar, com cabeça, com ambição, com confiança, mas a saber que o que nós fizemos aos reis da Champions eles estão feridos. E rei ferido é perigoso.»