As negociações entre o Benfica e Marco Silva para tornar o português no novo treinador da equipa encarnada chegaram a um impasse e estão mesmo em risco de cair.

Nesta altura, pelo menos, a insatisfação com o rumo das conversações é mútua.

De um lado, o Benfica queixa-se das exigências de Marco Silva, tanto financeiras como desportivas. O treinador deseja um salário ao nível do que tinha Jorge Jesus no clube, em torno de cinco milhões de euros, e deseja ter autonomia sobre o projeto desportivo.

Ora o Benfica está muito inflexível em relação a ambas as exigências, mas sobretudo a dar a tal liberdade para o treinador ser uma espécie de manager do clube.

Já do outro lado, Marco Silva está sobretudo descontente com a indefinição do Benfica e a demora que todo este processo tem tomado. Mais do que o aspeto financeiro - que o treinador considera ultrapassável -, preocupa-o reunir as condições para ter sucesso desportivo.

Nesse sentido, Marco Silva não quer passar pelos problemas já identificados por José Mourinho e considera que só com autonomia sobre todas as decisões relativas à equipa principal pode fazer um bom trabalho. Para o treinador é fundamental combater a passividade que tem marcado este e outros processos anteriores relativos ao futebol encarnado.

O Benfica não avança numa decisão, nem em outra, o processo continua a arrastar-se e a demora faz soar os alertas em Marco Silva, que está agora menos disponível para se sacrificar por um projeto com que sempre sonhou.

O treinador, recorde-se, tem uma proposta de renovação do Fulham, financeiramente muito vantajosa, e à qual já pretendia ter dado resposta.

Os próximos dias serão nesse sentido decisivos.