José Mourinho, treinador do Benfica, em declarações aos jornalistas após o empate dos encarnados com o Sp. Braga:
Análise ao empate com o Sp. Braga
«O Benfica fez um bom jogo. Só não digo muito bom porque não ganhámos e depois podia ser um bocadinho contraditório. Mas foi um bom jogo, a merecer claramente ganhar. O Benfica foi a equipa que jogou mais, que atacou e criou mais. Mas teve menos eficácia e a eficácia joga. Eles tiveram três ou quatro remates e só dois à baliza.
Nós tivemos 25 remates e diria que uma dezena deles foram verdadeiros remates e não remates para a estatística. Tivemos muitas oportunidades de golo e, repito, só não digo que foi um jogo muito bom porque não ganhámos. Mas foi um bom jogo do ponto de vista coletivo e individual. (…) Fomos muito mais fortes, mas não ganhámos.
O meu feeling é de satisfação em relação ao esforço dos jogadores e ao que puseram em termos de qualidade em campo. Não saio defraudado em relação aos meus jogadores. De todo!»
Sobre a questão das arbitragens e a tensão dos jogadores, irritados logo no início do jogo. Isso e a tensão vinda das bancadas afeta a equipa?
«Acho que é muito difícil fazer o que eles fizeram ao longo da época. Sentindo muitas coisas, nunca perderam a linha da entrega, do profissionalismo, da perseverança e da resiliência. E o facto de estarmos a uma jornada do final de a equipa ainda não ter perdido nenhum jogo, reflete o carácter da equipa. Obviamente que tivemos um par de jogos em que, culpa nossa, não tivemos a atitude correta em termos individuais ou coletivos. Há ali um par de jogos onde nem em gostei, nem os jogadores gostaram. Pondo de parte esse par de jogos, neste último terço tivemos jogos extraordinários, como o jogo com o Sporting, o jogo em Famalicão enquanto foi jogo e hoje tivemos períodos a empurrar o Sp. Braga para trás. Em termos de intensidade e de performance, a equipa cresceu muito.
Mas é difícil sentir coisas e continuar a lutar. E ele [jogadores] sentiram coisas ao longo da época e não é fácil. Por isso, eu dou-lhes esse crédito à resiliência e à atitude. Ainda agora lhes disse: obviamente que haverá críticas e adjetivos negativos relativamente à equipa, aos jogadores e ao treinador. Mas uma coisa é o que as pessoas dizem e outra é o que sentimos. E estes jogadores, pelos menos sob o ponto de vista da atitude, também da qualidade, mas fundamentalmente ao nível do que dignifica os homens, que é a humildade e o respeito, é um grupo intocável. É um grupo com o qual eu me diverti muito e com o qual eu fui para o treino sempre feliz por estar com eles e saí do treino sempre feliz por ter trabalhado com eles. É um bom grupo de homens.»