José Mourinho, treinador do Benfica, elogiou a atuação do árbitro João Gonçalves e a forma como o Gil Vicente se bateu diante dos encarnados. O técnico lamentou a entrada da sua equipa na segunda parte e, pelo meio, sublinhou o trabalho de Pavlidis.

Análise ao jogo

«O jogo foi bom, para o jogo ser bom precisa de três equipas boas e acho que estiveram em campo três equipas boas. Discordo daquilo que aconteceu no primeiro minuto, deve ser analisado como ao minuto 60, há um cartão amarelo claríssimo. O cartão amarelo ao Otamendi não me cheirou muito bem, mas o árbitro fez um bom jogo, porque deixou jogar, as duas equipas são boas, jogam depressa e o árbitro colaborou bem. Tenho a sensação clara, vendo à pressa, que a situação que antecedeu o canto que deu o nosso primeiro golo, parece-me penálti claríssimo, muito mais claro do que aquele que foi apitado ao António Silva contra o Casa Pia. Mas isso já é coisa do VAR. O árbitro esteve bem, deu muita vantagem, deixou o jogo andar. Vitória muito importante, contra uma equipa que está em quinto, que esteve em quarto, que está a fazer um campeonato extraordinário e que valoriza a nossa vitória num jogo duro.»

Diferentes formas de atacar, também com recurso à bola longa

«Há aí uma vaga em alguns países europeus de defesa à homem, que começou a ser démodé. O Benfica e o Gil são das equipas que melhor defendem à zona, o Gil defende bem, bascula bem o lado da bola, fecha bem espaços interiores e tentámos abrir muito com Dedic e o Luca por dentro a levar com ele o Konan e a criar dificuldades ao ala, que é ofensivo e tinha de vir com o Dedic, mas muitas vezes atrasado. Começámos a desequilibrar muito, mas pelo lado esquerdo, onde o Dahl tem duas posições muito boas ou para marcar ou assistir, por aquele lado começámos a ir com dois e três jogadores. O Pavlidis também fez um trabalho extraordinário. É por isso que digo que há atacantes que só são bons quando marcam golos e há outros que também são bons quando não marcam. Fez um trabalho fantástico a esticar o jogo, a procurar costas dos defesas com as bolas longas. Com equipas compactas como o Gil temos de os obrigar a correr para trás. O que não gostei foi como não gerimos no início da segunda parte. O Gil reage, temos a substituição, há uma acumulação de lançamentos e cantos e temos de saber gerir com outra maturidade, inclusive a tentativa de reposição rápida do Trubin, quando a equipa está num momento difícil e foi o primeiro que tivemos no jogo. Temos de saber gerir de outra forma.»