José Mourinho está de regresso ao Bernabéu, o que acontece pela primeira vez desde que saiu do Real Madrid. Já lá vão largos anos, portanto. A última vez que esteve na Casa Branca foi a 1 de junho de 2013, no último jogo como treinador merengue.

Desde então, e até realizar estes dois últimos jogos europeus com o Benfica, só defrontou o Real Madrid uma vez: foi na final da Supertaça Europeia, em 2017, num jogo em Skopje, na Macedónia.

É verdade que esta noite o técnico estará suspenso e, nesse sentido, o regresso não será nas condições que pretendia. Ainda assim, não deixa de ser um regresso. Sendo que o português até pode estar no Bernabeu, durante a partida. Só não pode ir às áreas técnicas.

O prórpio João Tralhão, adjunto que vai substituir Mourinho, tem essa dúvida: onde estará o «Special One» durante o jogo?

Enfim, dúvidas à parte... vamos à história. Mourinho representou o Real Madrid entre 2010 e 2013. Desse período, o que não faltam são histórias e recordações memoráveis. Festejos marcantes, conferências polémicas e um abraço emotivo. Lembra-se?

Venha daí com o Maisfutebol recordar os cinco momentos mais icónicos de Mourinho no Bernabéu.

Mourinho de joelhos frente ao Bayern

Aconteceu a 25 de abril de 2012. O Real Madrid enfrentou o Bayern Munique nas «meias» da Liga dos Campeões. Depois de uma derrota em solo alemão, um bis de Cristiano Ronaldo no Bernabéu ajudou a equipa a decidir tudo nas grandes penalidades.

O Real Madrid caiu da marca dos onzes metros... e Mourinho caiu no relvado. A imagem do português, de joelhos após a eliminação, é inesquecívele. O Real falhava a final que podia valer a «décima» orelhuda e Mourinho fracassava objetivo de conquistar a terceira Champions (depois de FC Porto e Inter).

Abraço a Materazzi

Outro momento marcante. Este abraço, para muitos, simbolizou a despedida emocionante entre José Mourinho e um balneário que o amava, que o seguia e com o qual foi muito feliz.

No Bernabéu, o Inter Milão . na altura treinado pelo português - venceu o Bayern Munique na final da Liga dos Campeões, em 2010. Após a conquista, e quando abandonava o estádio de carro, o técnico foi filmado a mandar parar a viatura, para se dirigir a Materazzi (um dos capitães daquela equipa) e lhe dar um longo e emotivo abraço. Houve, inclusivamente, lágrimas à mistura.

Por qué? ¿Por qué?

A repetitiva questão «Por qué?». Icónico, também. Tudo aconteceu numa conferência de imprensa depois de um jogo com o Barcelona, a contar para a Liga dos Campeões. Era um jogo da primeira mão, Pepe viu o vermelho direto na segunda parte e o Barcelona acabou por vencer (2-0) com dois golos de Messi. No pós-jogo, Mourinho não se conteve e atirou contra os árbitros.

O português criticou essencialmente algumas decisões que, ao olhar do técnico, beneficiavam sempre o Barcelona e... Pep Guardiola. Repetiu, inúmeras vezes, a questão: «por qué?».

«Por qué? ¿Por qué? Obrevo, Stark, Busacca, Frisk, De Bleeckere... Não sei se será pela publicidade à UNICEF ou porque são muito simpáticos», questionou, enumerando vários árbitros e fazendo referência ao facto do Barça ceder o espaço na frente da camisola à UNICEF sem cobrar dinheiro.

Festejo do golo de Ronaldo ao City

Um golo e um festejo para a eternidade. Numa jornada da fase de grupos da Liga dos Campeões, em 2012, o Real Madrid recebeu o Manchester City. Depois de se ver a perder por dois golos (Dzeko e Kolarov), Marcelo e Benzema empataram para os espanhóis.

O golo do triunfo veio com assinatura portuguesa. Cristiano Ronaldo - quem mais? - marcou aos 90 minutos para garantir os três pontos.

Mourinho, que estava descontraído no banco, saiu disparado e deslizou de joelhos pelo relvado. Um festejo que se tornou uma das imagens mais famosas do treinador português.

Mourinho vai ao relvado enfrentar os adeptos sozinho

Tudo aconteceu em novembro de 2012, antes de um jogo frente ao At. Madrid. José Mourinho andava no olho do furacão após críticas ao Barcelona e decidiu colocar-se ao julgamento dos adeptos do Real Madrid. Até o anunciou com tempo.

«Amanhã, os jogadores vão aquecer às 21h25, eu subirei sozinho às 21h20 ao relvado. Os adeptos se quiserem vaiar-me, estarei lá à hora marcada. É o meu compromisso. Entro sozinho e quem quiser vaiar-me, que o faça. Quem quiser aplaudir-me, também o pode fazer», disse.

À hora marcada, Mourinho subiu mesmo ao relvado. O português queria que os adeptos se pronunciassem.  E eles pronunciaram: com uma grande ovação e cânticos de «José Mourinho». Nas bancadas, havia tarjas com o nome do português e uma frase especial. «Indica-nos o caminho». Estava dada a resposta que Mourinho pretendia.

Esta quarta, apesar de não estar no banco, Mourinho regressa ao Bernabéu, numa partida que vai decidir a continuidade – ou não – do Benfica na Champions. Um jogo que poderá acompanhar AO MINUTO aqui no Maisfutebol.