O defesa do Benfica, António Silva, crê que a equipa vai estar «à altura do desafio» ante o Chelsea, no jogo dos oitavos de final do Mundial de Clubes, agendado para sábado.
«Sabemos da qualidade das equipas inglesas, [o Chelsea] é uma equipa forte, jovem, atlética, acho que pratica bom futebol, um treinador que tem futebol positivo, mas acho que estaremos à altura do desafio», disse, assumindo que, para já, no Mundial de Clubes, é ir «jogo a jogo». «Não há nenhum tipo de objetivo definido para já, o mais importante agora é focarmo-nos no jogo com o Chelsea e tentar passar a eliminatória», frisou, em declarações à DAZN.
António Silva falou ainda, de forma mais individual, do colega de equipa Ángel Di María, que depois do Mundial de Clubes termina a ligação ao Benfica, para rumar ao Rosario Central, da Argentina. «O Ángel é um jogador especial, marcou uma era no futebol, um jogador decisivo para o seu país e para os clubes que passou e resta-nos desfrutar do que ele nos pode entregar, sabemos que temos poucos jogos com ele, mas é isso, desfrutar do futebol do Di», afirmou, falando também do percurso na fase de grupos.
«Foi um jogo difícil, quer para mim, quer para a equipa, também pelas condições: muito quente, muito húmido. Mas acho que nos adaptámos bem ao jogo, que nos preparámos bem, sabíamos da dificuldade, principalmente pela capacidade que as equipas alemãs têm de pressionar alto e reagir à perda. Acho que na primeira parte conseguimos, muitas vezes, libertar-nos dessa pressão e procurar espaços no corredor contrário e é assim que nasce o golo. Depois, na segunda parte, eles carregaram mais e tivemos de sobreviver um bocadinho, mas faz parte do futebol», disse, indo mais além sobre o tempo sentido, nomeadamente o calor ante o Bayern. «Muito difícil, principalmente em Charlotte. Acho que o calor estava muito forte e no jogo senti nos últimos minutos que já não dava mais, mas faz parte, temos de adaptar-nos», considerou.
«Acho que depois do primeiro jogo toda a gente pensou que seria impossível o Benfica passar em primeiro, mas fomos capazes de dar uma boa resposta no jogo com o Auckland apesar de uma primeira parte difícil e depois, no jogo com o Bayern, foi importante para assegurar o primeiro lugar», referiu, ainda, falando, mais sobre si, de referências que tem no futebol e no Benfica.
«Nunca fui um jogador de ter muitos ídolos, eu olhava sempre para os jogadores da minha posição que atuavam no Benfica, desde o Luisão até ao Rúben [Dias]. São referências, foram jogadores que via jogar no estádio, também por terem usado a braçadeira do Benfica. E agora tento fazer o meu trajeto», respondeu.
O Benfica defronta o Chelsea no sábado, a partir das 21 horas (hora de Lisboa), em Charlotte, num jogo que tem transmissão na DAZN. Siga o jogo, ao minuto, no Maisfutebol.