Nicolás Otamendi é novamente tema de conversa para o mercado de verão. Tal como na temporada passada, o futuro do capitão das águias – que termina contrato em junho – é incerto.
Uma das equipas que tem sido associada ao argentino é o River Plate, precisamente da Argentina. Sebastián Abreu, antigo avançado dos «Millonarios», não tem dúvidas de que o defesa de 38 anos seria um encaixe perfeito para a equipa de Buenos Aires.
«Independentemente do nome, essas características dos jogadores, que não são muitas porque as gerações e os plantéis mudaram, e o jogador de hierarquia e líder apoia-te noutros aspetos que não se vêem, como o sentido de pertença, a camisola que estão a vestir, que saibam como é o comportamento», começou por referir «Loco» Abreu no programa La Banda de LPM.
O ex-avançado uruguaio, agora com 49 anos, tem a certeza de que Otamendi tem as características de um líder como poucos jogadores possuem.
«A parte futebolística está fora de discussão. Ele tem aquele algo mais, que nem todos os jogadores experientes possuem: a capacidade de liderança. O líder desempenha uma função que talvez não se veja em campo, mas que é muito mais profunda. É uma tarefa que tem de se gostar, porque desgasta muito. É preciso gerir muitas situações e, como se gosta da responsabilidade, enfrenta-se tudo de frente», atirou.
Abreu acredita que o capitão do Benfica será essencial para forjar um grupo «com sentido de presença». Aliás, o facto de ser um campeão do Mundo pela Argentina é um belo cartão de visita, como conta o uruguaio
«Há uma camisola com história que implica estar sempre preparado para os grandes desafios. Ter jogadores que viveram isso e que possuem algo tão importante como ser campeão do mundo, é claro que, para um treinador, é extremamente importante», acrescentou.
Sebastián Abreu analisou ainda outro aspeto em que Otamendi seria essencial: na progressão dos jovens. Para «Loco», ter um jogador com a experiência do central é o ideal para ajudar os jovens a dar o salto na carreira.
«Para o jovem, ter um orientador no balneário que o ajude a compreender como se tornar um profissional e como se integrar num clube como o River. Para o treinador, é um elo ideal, porque o treinador não está no balneário, no dia-a-dia, nas conversas das refeições durante a concentração», começou por referir.
E continuou. «É aí que o líder tem de lhe marcar o caminho para que ele possa transcender desportivamente, para seja um futebolista totalmente reconhecido no River, com aspirações de dar o salto de qualidade que é ser jogador da Seleção e dar o salto para a Europa», concluiu.