O golo de Trubin ao Real Madrid continua bem aceso na memória do mundo do futebol. O guarda-redes do Benfica, em estágio na seleção ucraniana, foi questionado sobre o assunto, mas fez questão de referir o choque que as águias passaram nessa mesma semana.
Trubin, recorde-se, subiu à área adversária para marcar o golo que qualificou o Benfica para os play-offs da Liga dos Campeões. O gigante de quase dois metros voltou a falar sobre o momento.
«Foi algo único. No mundo talvez não volte a acontecer um momento assim nos próximos 100 anos — foi na Liga dos Campeões, diante do Real Madrid, e precisávamos de um golo para nos qualificarmos... não era para empatar. Quando marquei, simplesmente corri», começou por referir ao programa Trendets, no YouTube.
Para o guardião houve um facto curioso: treinou desde os seis anos para defender, mas de repente fica conhecido por fazer o papel de... avançado.
«Ele (Mourinho) disse-me para ir. Eu nem sabia que precisávamos de mais um golo, porque estávamos a vencer. Aquele momento gerou enorme mediatismo. Trabalhas desde os seis anos para defender, e de repente és lembrado por um golo e não pelas defesas, que ironia», atirou.
Porém, apesar da euforia que foi a vitória na Luz frente aos «merengues», Trubin confessa que a equipa rapidamente «caiu», já que logo de seguida empatou sem golos frente ao Tondela.
«Dois ou três dias depois tivemos outro jogo. Na quarta-feira vences o Real Madrid e, no domingo, empatas 0-0 com o Tondela, uma equipa do fundo da classificação. Imediatamente caímos no chão», frisou.
O jogador do Benfica está entre os titulares - junto com Sudakov - da Ucrânia, que enfrenta esta quinta feira (19h45) a Suécia para o play-off europeu de apuramento para o Mundial 2026. Um jogo que será apitado pelo português João Pinheiro.
Sobre a possibilidade de jogar o Mundial, Trubin foi muito claro sobre o que significaria para o país.
«Fico muito feliz por existir essa oportunidade, porque temos a possibilidade de jogar o Mundial. Há cerca de 20 anos não conseguimos. Então é realmente único para o país. O Mundial é de quatro em quatro anos e na minha carreira não teria muitas oportunidades de jogar. Vejo como algo muto positivo, mas por outro lado é uma grande responsabilidade. Tudo será decidido agora por isso há muita coisa em jogo», concluiu.