«Foi com enorme satisfação que recebi a notícia, pelo meu director desportivo, Vítor Oliveira. Tinha acabado de chegar ao Estádio do Mar. Não sabia se havia de rir ou de chorar. É um dia muito feliz», contou Beto ao Maisfutebol, num turbilhão de emoções: «O meu passado, o meu percurso, todos os sacrifícios, os bons e os maus, o corolário de uma carreira feita de passos seguros, mas com muito trabalho...»

A pré-convocatória para o jogo de qualificação com a Suécia e para o particular com a África do Sul, associada ao estágio da Selecção B fortaleceram a expectativa de Beto, que, todavia, não permitiu que o momento interferisse na sua concentração. «Logicamente, era uma esperança que mantinha, mas não uma obsessão, pois não quero que seja uma passagem rápida.»

O que muda agora em Beto, guarda-redes do Leixões e da Selecção A? «Ser cada vez mais profissional, no sentido de melhorar as minhas capacidades, pois, como já disse, não quero que seja uma passagem rápida. Pretendo manter o nível exibicional», perspectivou o jogador, de 26 anos, formado no Sporting e há três épocas em Matosinhos.

Eduardo (Sp. Braga), que conquistou recentemente a titularidade, e Daniel Fernandes (Bochum) são os outros candidatos à baliza, o facto de ser estreante pode relegar Beto para um plano secundário, mas não pode impedi-lo de mostrar o seu melhor. «Farei o que o seleccionador me pedir. Se não for opção, continuarei a trabalhar no mesmo sentido, se for chamado preparar-me-ei da melhor forma para não defraudar as expectativas», assegurou.

Qualquer que seja o cenário, Beto já estuda o adversário: «Sim, por minha iniciativa, e com a ajuda de outros, estou a avaliar a selecção sueca. É um jogo muito importante, mas temos todas as possibilidades de vencer os obstáculos, além de jogarmos em casa. O Zlatan é uma referência, mas não estará cá. Nomeadamente na frente, é uma selecção forte.»