«Estou todo contente». É assim que Bino Maçães, selecionador que se sagrou campeão do mundo de sub-17, vê o crescimento de alguns dos jogadores que orientou, como Banjaqui, Anísio Cabral, José Neto e Mateus Mide.
O treinador falou com os jornalistas à margem do Fórum da Associação Nacional de Treinadores de Futebol que se está a realizar em Albufeira.
A conquista do Mundial de sub-17, no ano passado, foi um dos temas abordados, com Bino a considerar que os seus pupilos «estão agora a ser reconhecidos nos seus clubes».
«O que eu pedia aos clubes é que os metessem em patamares acima porque na adversidade é que nós crescemos. Se eles dão boas respostas, se chegam a equipa principal e dão resposta.. então devem jogar na equipa principal», disse, entre risos.
De resto, para Bino, o facto de já haver seis jogadores, que estiveram nesse Mundial, a atuar nos sub-19 e Banjaqui, chamado já para os sub-21, é «sinal de que os miúdos estão a fazer as coisas bem».
«Quando trabalhamos na formação, o objetivo é que cheguem à equipa principal. Isso é o fundamental e o que me dará mais gozo», acrescentou.
Em relação ao facto de Portugal não ter conseguido o apuramento para os próximos Europeus e Mundial de sub-17, Bino disse que a alteração nos regulamentos não passar a dificultá-lo.
«Não queremos que isso aconteça, mas, no futuro, vai acontecer mais vezes porque há grande nível e estamos a falar de miúdos. Saber gerir os momentos de pressão nem sempre é fácil e depende de geração para geração e de miúdo para miúdo. Quando ganhamos, não somos os maiores e, quando perdemos, não somos os piores. Pensar que tudo isto faz parte do crescimento», concluiu.